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terça-feira, 16 de julho de 2013

POESIAS DO CAOS.... POESIAS NO CAOS....


NOVEMBRO DE 2001 Nº1

Ei amigo! Como você se chama?
José!
Eu me chamo Damião!
Sabe José, quando você conversa com alguém que tem mais experiência que você, você sempre aprende alguma coisa!
Mas quando você conversa com alguém menos experiente que você, talvez você aprenda alguma coisa, “talvez”?
Sabe eu já sofri muito nessa vida!
Quando eu era criança, eu pedia esmola...
Eu aprendi que você só aprende a viver sofrendo!
Hoje, depois de “tudo que aprendi”,
Tenho 70 anos e continuo a pedir esmola....


* Conversa entre duas pessoas em um albergue em Volta Redonda-RJ.


Cada vez mais estamos próximos
de um final inevitável
A humanidade caminha
para sua total aniquilação
A podridão é constante,
A morte é cotidiana
Excrementos de uma guerra urbana
O corpo no chão, “como uma peneira”
Sangue e cápsulas
Espalhados pelo chão
Pessoas ao redor sorrindo
Corpo ensangüentado jogado na mala
De uma viatura
Tristeza, ódio e depressão
Rotina!
Pego minha garrafa de goró
E minha mochila
Mais um role, outra realidade
Mesma situações rotineiras
Outras convivências, mesmas tretas
Mundo cão, subvida caótica
Será que amanhã ainda estarei vivo
Pois a chapa tá esquentando...

*Escrito após a morte de um vizinho e amigo de infância próximo de casa...


A revolta é crescente
O ódio a toda a merda que me cerca
A todos esses vermes
Sanguessugas e sem “compaixão”
O tédio e a rotina
Misturados a meu ódio
Regado a muito álcool
A fúria dentro de mim
Pronta pra explodir e atacar
É “insuportável” a dor que me consome
Meu corpo estremece
Se arrepia e se contorce
A cada momento mais
Nesse meio “familiar”, social e sociável
“Mundo podre e decadente”
Por quê o final esta demorando tanto...

Por kxias................




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