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sábado, 13 de dezembro de 2014

O MORCEGO

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
Augusto dos Anjos


sábado, 6 de dezembro de 2014

Sofia Kovalevskaya, matemática e niilista



Uma das mulheres mais interessantes do século XIX, a matemática russa Sofia Kovalevskaya (1850-1891). Sua inteligência incrível, sentimento de liberdade, rebeldia e idéias sociais avançadas torná-la uma pessoa completamente fascinante. Çom tudo, é uma desconhecida para a maioria das pessoas, pelo menos em Espanha.

É verdade que a matemática não é o tipo de atividade que faz um famosx, nem esta ciência também desfruta de boa imprensa, porque eles estão associados com a dificuldade, abstração, etc. Mas os avanços modernos em astronáutica, ciência da computação ou engenharia não teriam sido possível sem o grande desenvolvimento alcançado pela matemática, que em última análise é a "linguagem de todas as ciências"

Sofia Kovalevskaya era uma mulher extraordinária, tanto puramente científica e acadêmica, e em seu modo de entender a vida, a posição da mulher na sociedade e, especialmente, o papel da ciência a serviço da transformação social.

Sofia Vassilyevna Kovalevskaya, nasceu em 15 de janeiro de 1850, em Moscou, em uma família burguesa de abundançia econômica e propensa a atividades intelectuais. Na verdade, o famoso escritor Dostoievski estava cortejando por um tempo Anyuta, a irmã mais velha de Sofia.

Note-se que a sociedade russa de meados do século XIX, foi deprimente em quase todos os sentidos, governada por um autocrata (o czar, cujo poder era ilimitado), com uma economia feudal, e sujeita aos valores do patriarcado rankest e da religião cristã ortodoxa. Em tais circunstâncias, o desenvolvimento economiço, científico e cultural foi completamente bloqueado, e a oligarquia (com a ajuda da Igreja) procurou apenas manter seus privilégios e reprimir qualquer  movimento de mudança significava.

No caso das mulheres, os seus horizontes eram limitados, geralmente procurar um bom casamento e dedicar o resto de sua vida ao trabalho doméstico. Mas desde que começou a meados do século XIX apareçerem sinais de diferentes rebeliões na sociedade russa. As idéias socialistas e anarquistas, tendo muitas formas, apreendeu muitos dos intelectuais e dos jovens. A derrota na Guerra da Criméia (1856) colocou o czar em uma situação difícil, e os protestos dos camponeses, soldados, intelectuais, estudantes, etc, que exigiam aumento de mudanças sociais.

O mais interessante desses movimentos de rebelião foi os chamados niilistas, um termo cunhado por Turgueniev em seu romance "Pais e Filhos" (1863) para descrever o caráter de Bazárov, e que estes jovens aceitaram de bom grado como sua própria.

Niilistas eram contra tudo o que ele representava a sociedade russa tradicional, questionando todas as formas de autoridade e considerando-se a destruição da velha ordem como a principal ferramenta de mudança política. Enfrentando a ordem patriarcal, acreditavam na igualdade de gênero; contra a religião cristã, eram ateus e materialistas; contra a família tradicional, afirmavam as comunas e o amor livre; contra a ordem social estabelecida,  acreditavam na evolução e progresso, rejeitando as convenções e preconceitos. E acima de tudo reivindicaram o papel da ciência como uma força libertadora na construção de uma nova sociedade, banindo a superstição, a ignorância e o privilégio.

Não confunda o niilismo com o anarquismo. Embora ambos têm em comum a rejeição da autoridade, o niilismo é a ciência positivista e ocupa o lugar central, enquanto que o anarquismo é mais populista, buscando a emancipação do povo coletivamente e rejeitando intelectualismo. Bakunin criticou niilistas por suas abordagens , eles estavam longe das pessoas e os problemas políticos e sociais para entrar em uma dedicação solitária para a ciência.

Obviamente, o czar e os outros poderes constituídos, não viam com bons olhos aqueles que questionavam a ordem social, de modo que eles se propuseram a os reprimir violentamente. Muitos niilistas foram presos, mortos ou obrigados a emigrar.

Sofia Kovalevskaya era uma mulher de idéias niilistas. Impossibilitada de comparecer à Univerçidade (fechado às mulheres na Rússia, como na maior parte da Europa), ela foi para o exterior com a irmã Anyuta.

Antes ela havia se casado com Vladimir Kovalevsky, um paleontólogo evolucionista, um "casamento fictício", que teve o único objectivo de contornar as leis que estabeleciam que as mulheres poderiam fazer quase qualquer coisa sem a permissão de seus maridos ou pais. O "casamento fictício" era muito popular entre os jovens niilistas, e consistia de uma mulher se casava com um homem com a intenção de se libertar do jugo da família. Em seguida, cada um fazia a sua vida por conta própria, e que o marido devia dar todas as permissões que ela pedisse e que as mulheres podiam estudar, trabalhar, viajar, viver em comunas, etc, sem obstáculos.

Na Alemanha, Sofia foi capaz de estudar com alguns dos maiores matemáticos do mundo, como Karl Weierstrass. Precisamente Weierstrass foi que dirigiu a tese com a qual ela recebeu seu doutorado em matemática na Universidade de Göttingen, em 1874, a primeira mulher a consegui-lo.

Ela retornou à Rússia em 1875, e o que originalmente tinha sido um "casamento fictício" com Vladimir Kovalevsky, foi transformado em um relacionamento sério, e eles tiveram uma filha chamada Sofia, em 1878, no entanto, nestes anos estava muito longe da matemática , não deu qualquer trabalho a universidade  e basicamente dedicava-se aos círculos culturais freqüentes de St. Petersburg, enquanto seu marido estava tentando fazer uma fortuna com o setor imobiliário, o que ele nunca fez.

Em 1879, sua relação se deteriorou, e Sofia decidiu retomar seu trabalho científico. Ela retomou sua correspondência com Karl Weierstrass, viajou a Berlim e Paris (onde também frequentava círculos políticos radicais) e, finalmente, graças à sua amizade com o matemático sueco Gösta Mittag-Leffler, alcançou em 1884 um lugar de professora na Universidade de Estocolmo, onde nas aulas tinha grande número de seguidores. Ela também foi membro do conselho editorial da revista Acta Mathematica, uma das mais prestígiosas no campo da matemática. Enquanto isso, ela havia  passado pelo suicídio de seu marido em 1883, assediado por dívidas.

Sua grande chance veio em 1888, quando ela ganhou o Prêmio Bordin prestigoso da matemática, a primeira mulher que o çonseguiu, que ela tinha que resolver o famosa Equações de Euler "na rotação de um sólido pesado sobre um ponto fixo", uma problema por muitos anos chefe que trouxe os melhores matemáticos. Isso lhe valeu um prêmio de 5.000 francos e o prêmio final para sua carreira, e é reconhecida como uma das maiores autoridades em matemática mundo.

Mas ela não pode desfrutar de sua merecida reputação por muito tempo. Depois de um feriado em Gênova, no final de 1890, ela retornou para a Suécia em um passeio bastante acidentado. Ao longo do caminho, ela teve um resfriado, que depois degenerou em pneumonia, e morreu em Estocolmo em 10 de fevereiro de 1891, quando ela tinha apenas 41 anos de idade.

Após sua morte, a fama de Kovalevskaya se espalhou como fogo, tornando-se quase um mito. Claro que, para um ministro russo chamado Pyotr Durnovo, não era grande coisa, porque "eles estavam prestando muita atenção a uma mulher que, afinal, era um niilista"

Além de seu trabalho matemático, Sofia escreveu artigos científicos e outros temas, como o teatro, e até mesmo publicado um par de romances: "Memórias da Juventude" (1890) e "Mulher niilista" (1892) Como todos os niilistas, acreditava que a divulgação das ciências e das artes era uma atividade revolucionária, uma maneira de fornecer armas para acabar com a monarquia popular e classes , para fazer a revolução.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

...você não agiu, você decidiu... Punk só morreu pra quem não o viveu...

...o punk (ou pelo menos a minha pessoa) não defende nenhuma uniformidade, costume ou culto
a arquétipos e estereotipos...
... mas muitos "abdicam" do radicalismo acreditando serem tão "criativxs" e de "essencia pessoal"
criticando, alguns ofendidxs e preconceituosxs, com pretensas e descaracterizadas
"resistências" ou "posturas" de "não" rotulação ou "não" definição de "grupo" e estetica
pessoal, com sindromes(?) de inferioridade/superioridade a cultura descarada PUNK, para
terem alguma aceitação e se aventurarem nos ditos "meios sociais" ou que isso não impeça
suas façanhas amorosas...
..tratam o PUNK como uma fantasia (e muitos panques tbm o fazem) e não um comportamento
amargo e diverso de carcteres dinstintos e pessoais, feita sua cara pelas proprias pessoas
PUNX...

...o ato, então, de irresponsabilidade para com o civilizado habito de vestir-se e agir,
não o é uma forma voluntaria, autonoma e prazerosa???

...reduzir pessoas ao seu visual é tipico de pessoas inferiores/superiores, que se
vangloriam de suas vantagens intelectuais/sociais... pois que fiquem com elas..
..que fiquem com suas eternas desculpas mediocres e relações mediocres, deixe a
descaracterização social e degeneração marginal para o PUNK...

...façamos nossos zines...façamos nossas musicas...
...façamos nossa estetica, não só um visual, mas uma forma de resistencia, ruptura e contraponto...
uma postura/identidade que vai além de vestimentas e falacias, que negue o pré estabelecido, a não ser por nossas proprias carcaças, afinidades e vontades...
..vivamos nossas atividades culturais e politicas...




sábado, 22 de novembro de 2014

Intoxicação Religiosa

...uma sociedade que acredita mais em um deus imaginario do que em seu vizinho com quem esbarra todos os
dias, uma sociedade intoxicada de crendices "primitivas" e misticismos "baratos" que possuem peso de lei...

Ver todo Mal, ouvir todo Mal e resistir a todo Mal

"temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes
quando nossa igualdade nos descaracteriza."

Boaventura de Souza

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Triste Imagem

e é de se admirar esse tal mundo novo
o robô não é feito mais de lata
a maquina tem cerebro e é de carne e osso

Aero venena

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

" COM AMOR É MAIS CARO


Simples assim. Como uma vítima de abuso, uma prostituta voluntária (de mau-grado), tanto fazia. Augusta somente recebia as ordens e as obedecia passivamente. Se permitia ser tocada em cada zona proibida do seu corpo; a sensação era boa, pelo menos. Augusta ofegava, gritava, gemia, reagia a cada carícia e a cada violência com uma exaustão satisfatória. E ria, sussurrava, se contorcia, mordia forte os lábios, sendo agradável aos sentidos mais perversos. Claro que protegia, porém, as partes mais íntimas: que nunca se aproximassem do seu coração, pelo amor de Deus; que ela tinha uma pele forte, uma carne firme, mas seu coração não. A casca endurecida dele era finíssima, como uma folha de papel, e resistente apenas na aparência. Augusta sangrava facilmente. Augusta tinha uma alma em frangalhos e uma mente corrompida. Que a tocassem, então; que a usassem como costumavam fazer. Ela gostava. Não que esse gostar queira dizer que não doía, que ela não chorava. Doía. Augusta chorava.
Era a obrigação dela se divertir. Era a escrava da alegria e do bom-ânimo, que sorria para os garotos e garotas bonitas nos corredores escuros e os induzia a lhe pagar uma ou duas doses, acender seu cigarro. Augusta se recostava à parede, umedecia os lábios entre uma tragada e outra; ou sentava-se ao chão, a garrafa de cerveja entre as pernas de índio. Nunca era a mais bonita da festa, disso ela sabia, mas ela estava ali. Podia iludir-se com a sensação de ser boa, de ser desejada por alguns segundos, mesmo que em segundo plano. Fechava os olhos enquanto beijava um imbecil ou outro e fingia que aquele era um rapaz adorável, que ela o queria, que ele a adorava, que eles sairiam dali com as mãos dadas e talvez ele até enviasse uma mensagem na manhã seguinte. Augusta era uma sonhadora boba, dolorida e substituta. 
Se deixava levar para algum canto mais escuro, era consumida pelas sombras, por um desejo efêmero, um prazer imediato, sabendo que diriam horrores sobre ela. Mas Augusta também pensava horrores sobre ela mesma, e era isso que ninguém sabia. E era isso que doía tanto. 
Mas tudo bem, ela era uma menina (uma menina, não uma mulher, mesmo que ninguém percebesse) bem prevenida. Levava sempre na bolsa: um maço de cigarros, o bilhete do ônibus, camisinha, algum dinheiro, as chaves e uma máscara de falso amor-próprio. "



domingo, 16 de novembro de 2014

A ordem não é absoluta

estão nas favelas e nas ruas, são os desempregados crônicos, aqueles que foram expulsos da
esfera do trabalho por estarem “desatualizados”, ou que não têm mais para onde ir, pois não
podem mais seguir o fluxo de imigração para países que exploração de mão de obra estrangeira.
São os mendigos, os loucos, os pobres, os drogados, aqueles que fogem do padrão da
sexualidade, são todos os que estão fora da construção da ordem, são os que realizam
o contrário, que desfazem a ordem, que dão indícios de que ela pode ser quebrada ou de
que ela não é absoluta.

há uma nova forma de exclusão, a forma que advém particularmente da globalização: a
exclusão do não-consumidor. Aquele que não consome já não é parte do esforço de
construção da ordem, já que a ordem tem lugar cativo para os grandes consumidores,
para os gastadores compulsivos e para aqueles que querer “exercer sua liberdade” por
meio do consumo de serviços e produtos que demonstrem suas escolhas em todas as esferas
da vida. Os que não consomem não podem ficar no espaço social.

O não-consumidor é o novo estranho, o ambivalente, aquele que não pode ser localizado em
nosso mapa cognitivo, que, na verdade, atrapalha seu funcionamento, que mostra suas condições
errantes, sua incapacidade de abarcar o todo. Esses estranhos são absorvidos e
“domesticados”, ou completamente eliminados. O novo racismo não é o da caça e da morte
do estranho, mas é o da separação e da “culturalização” da essência.

Agora não se trata de uma essência biológica, mas de uma essência cultural.
Os novos racistas imputam uma cultura fixa a cada grupo específico e promovem a
separação total destas, as hierarquizam de maneira que o branco “tem a cultura superior”.

a tática de absorver e domesticar não é menos autoritária que a prática dos regimes
totalitários de morte e exclusão. Para ele, a destruição daquilo que é a identidade do
sujeito é um movimento autoritário e forçoso de eliminação do sujeito. Como não se pode
mais matar, então é necessário ter ambientes certos para a absorvê-lo e reeducá-lo, como
a escola, a igreja, ou as prisões e as favelas. É necessário normatizar o estranho.

Em nossa época, o medo se espalha como uma malha infinita. Os meios de comunicação tem
um papel privilegiado, pois transmitem os objetos do medo de forma mais rápida e brusca
que o próprio objeto poderia se transmitir, vide a Al-Qaeda após o 11 de setembro.
É na televisão onde os programas telejornalísticos banalizam os medos e, ao mesmo tempo,
fazem vibrar o alarme da “violência local” e da “violência global”.

uma das formas de exercer o poder eficientemente é controlando as incertezas.
O grupo que controla as incertezas, que detém o controle da decisão e que, por sua vez,
prevê todos os movimento sem ser previsto por nenhum outro grupo, este grupo consegue,
também, decidir em quais momentos a sociedade deve ter medo (como nos Estados de Sítio
eternos) e quando deve ficar calma e pacífica, como nas tentativas neoliberais de acalmar
a tensão entre os miseráveis garantindo que poderão ascender na hierarquia social, desde
que trabalhem o bastante para isso.

segurança é aquilo que constitui o sujeito, a segurança (e a insegurança) são inscritas no
sujeito em toda sua socialização. É algo que forma o sujeito. Isso significa que a segurança
tem a ver com algo que nós não escolhemos, mas que é a base para nós escolhermos outras
coisas. Somos inseguros quando checamos o celular de nossos parceiros para saber se estão
nos traindo. Já a proteção tem a ver com aquilo que você compra ou acumula para guardar a
integridade física. Proteção são câmaras, coletes à prova de balas, bunkers e etc e etc.

A futilidade, o consumismo e a incerteza são constitutivos e devem ser combatidos sabendo
que eles fazem parte de nós...

Zygmunt Bauman


Ela é o que faz o sangue ferver... gritando a flor da pele!


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

publikação oküpa pé diy kabra



Nós destruidores? E estes automóveis perguntamos?
Vamos na raiz do assunto.

Deste mundo plastico sustentado a base de destruição do mundo natural, da escravidão de tudo que é vivo numa corrida suicida de edificação deste pesadelo vivido por todos e tudo que ilumina esta noite.
Pesadelo forçado através de uma maneira de viver em hostilidade, hostilidade com a terra, com todos animais, entre seres humanos. E como não seria diferente o luxo e a miséria são antagônicas, desprezam o equilíbrio. A sociedade que nada mais é que este amontoado humano que formamos, está assentada numa declaração de guerra, pondo a vida de todos e tudo a serviço do funcionamento de um sistema que alimenta o engorde de alguns parasitas que habitam escritórios, gabinetes, templos, telas de TV, ambientes climatizados, legalizados por suas leis, defendidos por sua polícia e seus obedientes cidadãos.

... com o espetacular desenvolvimento e assim são todas as cidades com as luzes o fuscantes do capitalismo industrial atropela cada vez mais vidas, sonhos e ecossistemas.
Pressa, pressa, pressa, pressa para produzir mais e mais, cava todos os leitos de rio, perfurar todos os cantos da terra, derrubar a mata, plantar eucaliptos, pinhos, alimentos envenenados.
pressa para fazer cimento, hidroelétricas, estádios de futebol, estradas, carros, nosso pesadelo.
Não contem com nós.
Jamais haverá paz no transito! jamais haverá paz nessa maneira de viver!

Filhxs da rebeldia irmanadxs no ódio a este pesadelo.

* 16 paginas, capa silkada, textos sobre: estrutura e natureza da propriedade, entrevista com coletivo Tranca Rua, importância dos espaços coletivos, Centro Social Okupado e Biblioteca Sacco Y Vanzetti, ação anarquista vivenciada no mexico nos últimos tempos, Okupa Y Resiste...
DOWNLOAD:
http://www.4shared.com/rar/PjTft2Vxce/publikao_okpa_p_diy_kabra.html? 

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!
Faça tu mesmx ou morra!!!