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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

...zine atitude vira lata n°1...

outubro 2009
Editorial:
Por: Rapoza
O que vemos no olhar das pessoas a cada perda é a desesperança por um mundo melhor. Pois é fácil falar em reciclagem, mas fazer é difícil, o integrante de determinada ONG fala em poluição e o próprio tem dois carros e gasta constantemente água e polui o ar. Tudo deve ser muito bem visto antes de estender a mão a qualquer parasita que diz estar contribuindo para o mundo, enquanto é o primeiro a ajudar a destruir. Nas escolas dizem estar fazendo um futuro melhor às crianças, ensinam a plantar árvores, enquanto o material didático é de toneladas de papel não reciclado, o qual as crianças ainda inocentes irão estragar maioria. Em prol de um turismo capitalista exploram mercenariamente cada pedacinho do mundo, dizendo que é para ajudar os povos a se conhecerem, enquanto apenas uma minoria tem acesso a isto, a burguesia, claro. Uma aproximação mentirosa, apenas voltada ao consumismo que nem de longe abre mão da confraternização mundial, e é caminhando  ao abismo que a humanidade acredita ir ao progresso.

POESIAS:
Por: Rapoza

Vira lata
Sou um vira lata por que me nego a comer em seu prato de cristal
Prato comprado com dinheiro da fome
Sou um vira lata por que vejo quem come as migalhas
Em prol de sua gula capitalista
Sou um vira lata por que tenho minha canção
Canção suja de indignação
Sou um vira lata e não uso terno e gravata
E sim trapo, Jacó e tralhas
Sou um punk vira lata e vou gritar e lutar
Contra tudo que achar que pode me ajoelhar



 
Texto:
Entre Ratos e Baratas
Os indigentes se alojando na área do reviver, na praia grande, comendo lixo e bebendo água de merda, o nojo e o espanto no rosto da classe alta da sociedade com a realidade do sistema. Os indigentes foram pessoas destruídas pelo sistema, pelo egoísmo dos políticos para com as minorias, pela falta de oportunidade e de um pouco de compreensão. A policia os trata como se fossem cachorros, mas os verdadeiros cachorros são a policia.
                   

Avante Punx
Não acreditamos que haja ou que deva haver reis
Somos livres de nós mesmos
Não reprimimos e não reprimiremos
Somos um grito, uma voz
Um eco de ódio
Indignação de negação
Ao que se impõe
Não somos a imposição
Nem donos de nada
Defender a cultura Punk
Não é oprimir o alheio
Ser inimigo do sistema
Não é se tornar um mercenário
Igual a ele

Bandeira de Milico 
Orgulho que não existe
Por algo que não vale a pena
Matar por panos de prato
Que não limpam e apenas sujam
Com sentimentos orgulhosos
O da vontade de ter
E o desejo inútil de humilhar
Para tentar recompor
Os pedaços largados pelo caminho
Caminho feito para um recruta da morte passar
Exibindo sua bandeira feita de papel
Mera obediência fúnebre

Amigo Cão
Passeando pelas ruas lá está meu amigo cão
Entre os cidadãos, invisível a sociedade
Amigo cão, esquecido e largado
Amigo da solidão
Que o acompanha a toda esquina
Amigo das latas de lixo
Que come sem preconceito
Sem pudor
Amigo cão, amigo dos amigos
Companheiro das horas boas e ruins
Amigo da solidão
Amigo cão

Mundo Futuro
Não há mais por quem esperar, por que ninguém virá
Nós somos o que devemos ser? Por que dever? Se ser é simples
Incrementar tanto a nossa existência
Sem razões que mereçam a nossa existência
Tanta necessidade criada, sem mostrar o caminho do fim
Condenados a nós mesmos, caminhando para um abismo
Fundo sono da luz, escuridão que permanece
Meros ideais, jogados fora
Para agradar e se vender, em nome do poder
Vestidos de veludo entregamos nossas riquezas
Pedaços de pedras, mais valorizados que a própria vida
E é neste mundo que dizem fazer, um futuro



Abismo
Quanto mais tempo passa
Em meu âmago morre sonhos
Lembranças inexistentes
Mentiras verdadeiras
Mortuários que não contam segredos
Uma caça deixada de lado
Desconhecer uma verdade
Para impor um orgulho
Aonde dominou fugazmente
A vida que se vai
Sem perceber que era chegada a hora
De olharmos o mar de fúria
Canalizado no olhar
Guardado em um baú
Pobres chamas
Extinguem-se no fundo de meu âmago

terça-feira, 14 de setembro de 2010

...ni ama ni esclava...


Eu tenho medo. À noite eu sei que as ruas não são seguras para mim, então eu temo
por cada passo dessa liberdade que insisto e conquistar.

Eu choro. Cada vez que me lembro das companehiras abusadas, 
agredidas, estrupadas, mortas, então eu choro porque sei que 
posso acabar como elas, simplesmente por ser mulher.

Eu esbravejo. Cada vez que me abordam nas ruas como se meu
 corpo fosse patrimônio público, 
sem ao menos perguntarem se eu quero ser incomodada, 
então revido não aceito, ignoro, 
porque quero o direito de poder andar em paz.

Eu me assusto. Eu sei que a culpa não é minha, mas sempre espero
que me responsabilizem como culpada dos males que me atacam.
Pela minha roupa, meu silêncio adestrado, a situação a qual fui
condicionada, sei que jamais me darão as mãos, e sim atirarão pedras.

Eu luto. E quero que todas também lutem por sua autonomia, eu sei
que não é faci, mas luto pelas que não podem lutar.

Eu acredito. Acredito nas mulheres que temem que sofrem, que se acuam,
que revidam que lutam acredito nas mulheres. Pois eu sei,
 eu sei que acreditando em cada uma delas estarei de alguma
 forma fazendo a diferença...
                                     (Grazy)

...pesadelo e imagem...n°1...














sexta-feira, 9 de outubro de 2009

....pesadelos sociais...


PESADELOS SOCIAIS
Neste poezine compartilho com você a realidade dos meus pesadelos

O desiludido
Perdida a esperança
Só nos resta frustração
Sentimento de impotência
Parece uma maldição
No passado as derrotas,
No presente o fracasso
Os problemas continuam
Sem nenhuma solução.
Quando penso no futuro
Não vejo nada claro
Somente um borrão de destruição
Sofrimento, calor e morte.

O menino e o lixo
Na boca do lixo, o moleque nasceu
Na boca do lixo, ele cresceu
Foi para a escola, mas não aprendeu
O que precisava saber
Pra sobreviver na boca do lixo.

O homem que parou
Um homem bem sucedido como empresário,
Que outrora não passava de um mero estagiário,
Hoje tem seu próprio escritório,
Ganha mais do que o necessário.
Toda sua vida se resume em estudar e trabalhar,
Sabe tudo sobre economia, bolsa de valores, cotação do dólar,
Mas não sabe amar.
O homem é dono de uma fortuna do qual não existe herdeiro
Isso faz dele um homem sem cor
Seco por inteiro
Sem seu cafezinho e cigarro fica mal humorado
Ele nunca para, nem olha para o lado.
Mas um dia ele se cansou
Cansou de tudo e paro.
Aproximou-se da janela de seu escritório
E saltou com tudo rumo ao nada.
Esse foi o dia em q o homem parou.

Parou de fazer cálculos, tomar café, fumar
De atender o telefone, parou de tentar lembrar o nome do porteiro
Parou de olhar as pernas da secretária e de jogar paciência no computador.
Mas antes de morrer espatifado na calçada
O homem se sentiu muito feliz!
Ele fez o que sempre sonhou em fazer;
Voar
Os códigos de barra são as grades da prisão.

Violência
Infelizmente cotidiano violento
Vida violenta
Esse é o nosso canto
Lago de sangue que se faz o bra$il
No rosto cansado o desespero, a dor
E injetado na veia é o rancor.
Impossível distinguir qual violência é pior
As atrocidades são tamanhas
Que caem por terra nossos sonhos
De um amanhecer melhor
A violência está em prato vazio
No choro de uma criança com fome
No desespero de um homem desempregado
Nos idosos esquecidos e maltratados
Na mãe que vende seu corpo
No viciado procurando por mais drogas
No cassetete na minha cabeça ou no corpo já em decomposição.
O barulho das máquinas sufoca os gemidos de dor de uma planta em extinção

Dinheiro vivo
A humanidade irá se destruir
O bom caráter se corromper
O fascista terá mais poder
E o egoísmo prevalecerá
Dinheiro vivo
Morta a humanidade...

Hai Kai
Nuvens carregadas
Área de risco
Desespero

Vítimas da propaganda
Pessoas praticamente mortas
Vivem na miséria
Somente aguardando a sua hora
Dor
Sofrimento
Humilhação
E ainda sim elas caminham sobre a terra
Elas também têm acesso à televisão
Moradores de rua
Moradores de rua
Viciados
Ladrões
Eu
Você
Tod@s as vítimas.

Meras formas
Nos escombros da cidade
São todos vítimas
Da crueldade
Do abandono social
Dessa porca sociedade
Que enxerga tudo azul
Por traz das lentes que não mostram a verdade
Que escondem
O que tem além desses outdoors
Propagandas com gente linda
Encobrindo a sujeira
Reduzindo-nos
Agora a nada
Meras formas é o que somos
Meras formas se decompondo
Meras formas
E tudo ainda é doce
Pois há balas para se comprar no sinal
Meras formas
(por Eisler)

Caminho por ruas limpas
As pessoas se organizaram e estão totalmente independentes dos serviços do estado.
As pessoas são simpáticas e carinhosas, elas não têm mais alguém que lhes imponham regras, religiões, produtos ou comportamento.
Eu caminhava sem saber para onde, e assim me sentia muito bem.
Mas ao abrir os olhos me dei conta de que tudo era um sonho...
Continuei caminhando, agora por ruas sujas
Enfrentando os olhares que me julga em silêncio,
Observando as pessoas mal humoradas, as crianças doentes e com fome,
O contraste bizarro de um prédio de luxo e um barracão de madeira, corrupção, Abusam de poder
Violência...
Me dei conta que vivo em um Pesadelo Social...

Seja o pesadelo de quem te oprime, reprime e castra sua liberdade. O medo é o reflexo da proibição.
Não tenha medo de ser livre