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terça-feira, 14 de abril de 2015

MULHERES ANARQUISTAS – O RESGATE DE UMA HISTÓRIA POUCO CONTADA

Entre 2002 e 2003, fruto da idealização, pesquisa e trabalho de Mabel Dias, companheira anarcopunk de João Pessoa (Paraíba), que, entre outras atividades, atua no Coletivo Insubmiss@s, e com contribuição e apoio de outr@s companheir@s de várias partes, foram editadas seis cartilhas. Com o título,“Mulheres Anarquistas: O Resgate de uma História Pouco Contada” estas publicações surgem da necessidadede trazer à tona uma história que, desde sempre, foi deixada de lado, quando não esquecida.
Os quatro primeiros números, que nos trazem a história de vida de mulheres de várias partes do mundo, que de diversas formas lutaram por uma sociedade livre e igualitária, serão aqui reeditadas, com algumas novas informações. Os últimos dois números, onde é feito um levantamento atual da atuação das mulheres no meio anarcopunk, anarquista e libertário, com relatos de diversas mulheres que ainda hoje se encontram entre nós, além do histórico de grupos anarcofeministas que surgiram a partir da década de 90...

Versão em pdf dos livretos produzidos pela editora anarcopunk Imprensa Marginal:
http://anarcopunk.org/biblioteca/2009/01/20/mulheres-anarquistas-o-resgate-de-uma-historia-pouco-contada/


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

...vazio...

...fazia como de sempre, falava como de costume, movia-se como de habito....
....mas nada vibra dentro delx, daquela sepultura negra e vazia...
...que dia a dia fica mais funda e larga...
...a medida que as lavas no seu interior esfriam e se transformam em cinzas...
...evita agora ao maximo contato com outrxs...
...com a cabeça nas mãos, cônscio apenas de uma dor vaga e tão vasta...
...não consegue interessar-se por nada...
...há nele o instinto do animal que morre...
...arrasta-se para um lugar escuro e solitário e expira sem ruído...
...quando sente fúria, é uma fúria mecânica de uma tormenta insuportável...
...que ataca cegamente, como um cão feridx que morde sem ver a quem...
...não recebe consolo e nem o espera...
...o vazio aumenta...
...se esquece de tudo...
...o terror toma conta delx...
...forçando a agir e a falar instintivamente...
...sua carne acabará ultrapassando os limites do suportável e enlouquecerá e morrera...


sábado, 31 de janeiro de 2015

Vândalos... mais respeito por eles...



-Os vândalos não passeiam pelas avenidas erguendo bandeiras do Brasil nem símbolos da opressão vivida à mais de 500 anos neste solo...
-Os vândalos não são massa de manobra dos partidos, não tem líderes, nem rostos, não procuram o flash das câmeras...
-Os vândalos são os que fazem um real enfrentamento contra a repressão assassina da Tropa de Choque, enfrentam um poder bélico apenas com miseras pedras na mão, não se deixam tomar pelo medo...
-Os vândalos são o reflexo mais realístico da juventude brasileira, filha da eterna desigualdade social, brutalizada na periferia, segregada pelo mercado de trabalho, carente dos serviços públicos
básicos, educadas pela sociedade capitalista sob a competitividade, a lei do mais forte, que multiplica o ódio cotidiano dentro do peito...

-Inconsciente ou conscientemente, os vândalos exercem uma tática de ação política, são os que trazem prejuízos reais ao setor privado, que é o detentor do poder econômico-político, que nos paga o salário de fome, que trata nossa vida, nossos sonhos e nossas necessidades como mercadorias e obtenção de lucros, empresas que estão à cima de qualquer governo ou do Estado. O dinheiro manda, as empresas mandam nos governos, que em nomes dos ricos oprimem os povos...

-Os vândalos se desviam da ideia alienante da ordem, das normas, das regras, das leis que fundamentam a sociedade de injustiças que vivemos, talvez por compreender que as leis são uns dos
maiores entraves que impeçam as mudanças sociais. Quem as escreve? Quem se beneficia? Quem as financia eleitoralmente? Leis não tem ouvidos, não escutam a voz do povo.

-São os vândalos que incendeiam o pedágio que tu sempre sonhou em burlar, são os vândalos que destroem a porta do Banco que você sempre sonhou em se vingar pelas taxas e agiotagem, são os
vândalos que abrem as portas das lojas que fecham as mesmas portas para você caso não sejas um consumidor em potencial, foram os vândalos que fizeram os governantes tremerem no gabinete,
daquela forma que tu sempre se perguntou: "governantes são se importam com o povo, geram revolta e protestos, mas por que isso só não acontece no Brasil?"

-São os vândalos os representantes das periferias nas manifestações, pois a classe média não sabe empunhar a revolução, só sabe choramingar reformas e melhoras.
-Os vândalos não aderiram ao recrutamento do "pacifismo" da mídia, não pintaram a cara de verde-amarelo e nem se sentaram para apanhar de cacetetes ou respirar gases venenosos das bombas.







 ...falar com policiais em uma linguagem que eles entendem...













-São os vândalos que desviaram a atenção alienada das finais da Copa das Confederações, coquetel molotov sobre a Polícia Fascista fizeram o Galvão calar a boca, como sempre sonhamos...
-São os Vândalos que espoem as feridas abertas desse Brasil, construído as custas de injustiças históricas irreparáveis.



-São os Vândalos que mostram que o povo tem voz, o povo tem força, tem combatividade, o povo tem poder... E A ESTES, DEDICO O MEU MAIOR RESPEITO!

Por: Pé (Front LR.AnarcoRap)




quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Todos aqueles que assumem sem prerrogativas hipócritas a ilusão e a desilusão da vida.

Acontece que as pessoas sensíveis de fato, geralmente, estão pouco se lixando para a moral. 
Na verdade, desprezam a moral, “ligam o fodas”, mijam nela como Rimbaud mijou nas taças de champanhe dos literatos burgueses da sua época, enquanto os mesmos o aclamavam como um gênio. Não estão interessados em fama ou boa reputação, embora nem por isso deixem de ser vaidosos e prezar pela admiração da sua obra. 
São humanos, mas não são estúpidos. Apreciam a sensibilidade das pessoas comuns, que o são com total aceitação, sem tentar parecer algo a mais.

Homens simples, que acordam todos os dias agradecendo pelo “pão nosso de cada dia”, e que fazem música após uma homérica jornada de trabalho, sem saberem nada de teoria musical. Mulheres simples, que passam o dia carregando a casa nas costas e filhos no ventre, mas fazem poesia antes de dormir, mesmo sem conhecerem nada das letras. Simples homens, livres como aves de rapina, rondando restos e lixos, para que ninguém possa cortar suas asas.
Todos aqueles que assumem sem prerrogativas hipócritas a ilusão e a desilusão da vida.

Paula Peregrina
http://lounge.obviousmag.org/palavras_peregrinas/2015/01/voce-diz-que-gosta-de-rosas-baby-lembre-se-que-rosas-tem-espinhos.html


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Atrás da Porta (um filme realizado por Vladimir Seixas e Chapolim)

O documentário Atrás da Porta registra a experiência de arrombar prédios e criar novos espaços de moradia das famílias sem-teto do Rio de Janeiro. O filme expõe também uma série de despejos forçados pelo Estado e como esses despejos são o início de uma das maiores intervenções na cidade. No documentário, o projeto chamado de “revitalização” é questionado pelos próprios moradores de várias ocupações.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Instantes de Repugnância


ATEISMO
Ateu é mais do que aquele que não acredita na existência de deu$, ele também nega a existência de qualquer divindade.

Zine Punk  sobre Ateísmo com textos e pensadores/filósofos ateus: Michel Onfray, Max Stirner, Cioran...

Faça tu mesmx ou morra!!!


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los...

Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los.

Jack Kerouac


"A maioria das pessoas preferiria morrer a pensar. De fato, muitas o fazem." — Bertrand Russell