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terça-feira, 12 de abril de 2016

Info zini squat Pomba Negra III

Sobrevivendo. Incomodando. Okupando.
Desobedecendo as leis deste sistema,
resiste na margem da decadência humana,
invadida do terror que o estado te oferece.
Uma Pomba Negra
repudiando o conformismo social que
alimenta a paz da burguesia,
seus constantes opressores
individual e coletiva, vivendo a luta pelo
rompimento das correntes que a amarra.
Está na mira!!!
Controle do estado
Lá do outro lado, a esperam voar mais alto,
tendo como recompensa uma
GAIOLA!!!


*Info-zine n° 3 do squatt/okupa Pomba Negra que ficava na antiga estação mogiana em campina$/$P entre 2000 e 2004 (mas a mesma estação já era ocupada a muitos anos antes do squatt)...
12 paginas tamanho A4, infos da okupa, poesias, zines e bandas dos okupas, receitas e outros textos...

*Quem tiver interessado, entre em contato, somente trocas... difundindo e movimentando o Punk, material Punk tem de circular e não ficar empoeirando em gavetas/armários e muito menos servindo de adereço e alimentando egos de colecionadores esnobes... faça o Punk acontecer, movimente-se!!!

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!
Faça tu mesmx ou morra!!!

terça-feira, 15 de março de 2016

cada ser um universo individual...

faça você mesmx...
consequência dos contatos
intercâmbios diretos
de punk pra punk
uma busca própria de interações

envolvimento real
organização individual de resistência
a merda com alistamentos
argumentações pretenciosas
logicas convencionais
taticas catequizadoras
que só merecem desconfiança e desprezo
desconstruir o rebanho
execrar seguidorxs
sem tributo a nada
iconoclastia existêncial
fundamentada em existir e vivênciar
o pensar e o agir
destruir icones de reverência
coletividade por afinidades
individualismo amargo de resistência
negação a exaltação do ego
combater egoismos convencionais comodistas
aversão a conveniências coniventes...
pensares e sentires
livres e questionadores...


cada ser um universo individual...

domingo, 13 de março de 2016

not!c!as para manter o medo - poezine

quando não me !mporto de forma h!pócr!ta
posso em paz descançar
a !gnorânc!a é o que va! nos matar
o não respe!tar é não se respe!tar
e de novo !gnorar
é num c!clo v!c!oso por f!m se matar
eu assass!no você
quando não te escutar
e você me assass!na
quando me preconce!tuar com tanta razão
o que menos se ve é compr!enção
quando só vejo a m!m
sem reconhecer as d!ferenças
entre eu t!
entre nós
sem med!r força
pela moral das co!sas
tudo posso atropelar
e passo com ego por c!ma
e esmago a l!iberdade em todos
como posso me respe!tar
se !gnorância é a arte
da brutal!dade de !gnorar
quando só ex!ste
o que me convêm encherga
ao ser atropelado não posso esquecer
que ex!ste alguém a me !gnorar

copy-fight


*zine de poesia, tamanho 1/4 de oficio, 8 paginas... criticas e revoltas que estimulam o levante popular e da saída da mesmice...

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!
Faça tu mesmx ou morra!!!

Subsia - zine de poesia

Somos todos os sonhos, e somos toda a reação da mais crua realidade
o olhar de desprezo do "cidadão" e o impulso de esfregar nossos desprezíveis odores (nos narizes) dos assassinos da poesia
a madrugada me abraça
assim como a solidão de uma rodoviária vazia
(H)á resistência 
ela se renova através do tempo como os saberes antigos outrora fizeram



* zine de poesia da mana Paola, formatinho 1/4 de oficio (uma folha só), curto, simples mas direto... muito bom!!!

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!

Faça tu mesmx ou morra!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Zine Rugas #2

Feridas de pombo 
Não sei falar sobre pássaros. 
Tão pouco sobre flores. 
Poesia contemplativa não me pertence. 
Doce me enjoa. 
Camomila me dá sono. 
Não vejo as formas de uma ave e a preencho de doçura. 
Vejo suas partes e abstraio sua forma. 
Vejo feridas em suas asas e tumores em seu rosto. 
A solidão de sua vida e seu cheiro de esgoto. 
O lixo de que come e o medo em sua fome. 
Seus olhos vermelhos, seu bico rachando. 
Por trás de suas penas, sua carne está sangrando. 
Vermelho gotejando, feridas gangrenando. 
Jorrando. 
Como as flores, aos poucos vai murchando. 
Nas rodas de um carro sua vida esmagando. 
Em meio ao asfalto sua essência escapando. 
No lixo a matéria decompondo. 
Insetos rasgando, moscas pousando. 
Em meio a poluição sua carne vai chorando. 
Quem passa por ela continua caminhando. 
(Solano Gualda)

*Zine tamanho meio oficio, 10 paginas de poesias acidas e melancólicas, e algumas ilustrações... muito bom...

Rugas n2 versão digital
Zine Rugas

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!
Faça tu mesmx ou morra!!!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Reboco Caído #27 volume: 1 e 2


 Andando pela madrugada, sentia as sombras inundarem seu corpo.
A tristeza não lhe trazia sofrimento, pois tinham uma amizade antiga,daquelas em que podemos confiar.
Pelo meio da rua caminhava completamente a vontade. A garoa fina massageava seu crânio. Nada mais importava.
A bota pisava o asfalto molhado, deixando a água entrar pelo furo da sola.
Os olhos apreciavam os prédios escuros...
... as marquises abrigando quem não tem outro lugar para ir...
... pontos de ônibus com passageiros atentos para não perder o proximo transporte...
será que o proximo existe?
Mas o que el mais gostava de ver era a rua deserta.
Apenas a escuridão, ele e os pingos caindo do céu.
Esses trechos de pura solidão o alimentava como se fossem vitaminas.
Continuou, passo a passo, se aproximando do destino...
Não havia preocupação...
...apenas um caminhar tranquilo e soturno para sabe lá onde.

Zine Reboco Caído - 27 - Especial 5 anos

volume 1:

volume 2:

Nem macho Nem facho zine


Duas mulheres, muitas inquietações e uma ideia: o resultado é este zine que você tem em mãos. Há um século mulheres não podiam sequer escrever algo e publicar, hoje ainda se espera que a maioria se dedique a coluna de moda e beleza e a credibilidade dos escritos femininos ainda é diminuída. Por isso cada uma dessas linhas é importante, aqui erguemos nossa voz que tantas vezes é silenciada e criamos um registro sólido das nossas pautas - podem abafar as falas, mas não se apaga as palavras.
O lugar é o punk e o contexto é o lixo de sistema que você está mandando se foder desde a pré-adolescência, capitalista e patriarcal.

Só que o fuck the system já não cabe mais na realidade complexa e na rede de opressões de poder que vivemos, passando por raça, classe, gênero e muitas outras variáveis. Como mulheres estamos muito mais fodidas do que homens na sociedade, e isso se reproduz dentro do meio que alegamos ser contracultural. Não, não estamos conseguindo ser "diferentes" ou "melhores" que a merda lá fora, estamos vestindo os velhos preconceitos com um jaco cheio e patches e criando um fetichismo estético que não condiz com uma proposta revolucionária e Faça-você-mesmx. O feminismo tem aparecido nas discussões, o que poderíamos considerar um avanço, se não fosse completamente distorcido e prestando um puta desserviço. O machismo continua sendo um pilar dessa realidade, e sentimos isso na pele todos os dias. é por isso que trazemos esse zine até você, como uma contribuição para que o feminismo esteja presente na luta diária de todx e possamos construir coletivamente um meio livre de opressão de gênero.

Ler:

domingo, 3 de janeiro de 2016

Reboco Caído nº28

Vento frio

aproveitando a depressão noturna 
a melancolia solitária deste aposento 
fico observando o vento nas árvores 
a chuva fina caindo 
só o nada a preencher 
leio algumas frases tortas 
escritas há algum tempo 
no intuito de começar uma história 
lembro da senhora dormindo na calçada 
será que arrumou um lugar seco para ficar 
vejo os galhos balançando 
dobrando 
quantas pessoas agora por aí 
encarando essa noite fria 
sem ter onde ir 
uma voz grita alguma coisa 
quebrando o silêncio 
o que será que aconteceu 
passa um carro 
as árvores continuam a resistir 
os galhos balançam com mais força 
lixo voando pela rua 
tomo mais um gole 
o vento continua a soprar pela cidade fria

Versão digital nos links:
Para adquirir a versão impressa, entre em contato pelos endereços expostos no próprio zine

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Haveria - em algum lugar - algo que fosse diferente?

Não era assim que ela imaginava que fosse ser. A mudança, outrora sempre vinha a mente como uma possibilidade a mais 
de buscar algo que fosse vivido ou diferente... não apenas mais uma ausência de alternativas mediante o 
esgotamento da expectativas construídas sobre o modo de vida anterior. Isso parecia triste, mudar não pela coragem 
mas pela covardia, não pela força mas pela fraqueza, não pelo entusiasmo mas pela amargura. E Ela se sentia amarga
como nunca, talvez apenas numa fase e nunca a pior delas, mas eram dias de um vazio indescritivel... seus passos 
era tão leves que não marcavam a areia, fazendo com que seus caminhos não tivessem nem passado nem futuro...
mesmo sempre saindo de algum lugar e chegando a outro, havia um tipo de restrição oculta nos espaços por onde ela
transitava, que sua experiência e conhecimento acumulados talvez nunca fossem suficientes para desvendar.
Ela concerteza conseguia dissimular suas incertezas e o seu descompasso com o mundo sem maiores problemas,
para entrar em contato com Ela e com outrxs que carregam em si um genuino descontentamento a ordem das coisas,
mas que não conseguem mais construir seus sonhos e novos mundos, ou viver apenas deles.
Isso não fazia muita diferença, agora que um novo caminho estava sendo criado, agora que novas escolhas haviam
sido feitas. Na verdade, não havia nada de novo naquilo e ela sabia, era apenas um reinício em um outro contexto, 
em um outro ambiente, mais ainda assim circundando pelas mesmas estruturas e com os mesmos principios. Era tudo
tão igual que, lá no fundo, ela se perguntava se havia em algum lugar sobre, algo que fosse diferente.
Assim os dias prosseguiam movidos pela deseperança... A ultima partida havia sido uma derrota e, mesmo que talvez essa
proxima rodada lhe reservasse alguma vitória, ela não sabia mais se isso era relevante. Vitórias e derrota 
sempre se confudem no mundo da indiferença.
Talvez o problema ali não fosse realmente a mudança da realidade ou a disputa de alguma partida, mas apenas Ela
mesma e seus valores, seus objetivos. Ela sabia que o problema - ou a principal resposta para os problemas - estava
em sua força, as esperanças que lhe restavam. Assim ela seguia, incerta, e vez ou outra imaginava quando suas forças
iriam se esvair e quando o que lhe resta como seu seria finalmente entregue. Questionava-se sem saber que não havia 
mais força alguma, nem tempo... e que - tudo o que ela fora algum dia - já estava perdido em algum lugar, ou como uma 
lembrança triste, ou como uma pegada apagada na areia.

Inkomodozine #4
Fragmento de texto retirado do "Vai até lá e sinta" - junho de 2004


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Não trago a verdade comigo

Não trago a verdade comigo e se houvesse alguma, eu a rechaçaria.
Talvez estes livros e todas as palavras que já foram escritas ou profetizadas tenham esvaziado seus conteúdos e hoje estão banalizadas e servem apenas para encherem a boca de teóricos, acadêmicos, blabláistas... 
Acho que cada pessoa precisa pensar. E pensando ela ao menos existe... ela faz a diferença em um mundo onde a automação nos nega os sentidos, a massificação retarda nosso cérebro e os avanços tecnológicos longe de trazerem soluções para a humanidade, a despedaça ainda mais...
Naira