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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

R.N.S. (Realidade no Subúrbio)


Recentemente (depois de um tempo sem) consegui arrumar um som pra voltar a rolar umas k7's, e digitalizei uma pá delas que considero raridades e que até mesmo a galera que foi envolvida nesses projetos nem tem mais (os que não morgaram...)... vou tá fazendo uns posts aqui, volta e meia, sobre esses materiais, mas só vou disponibilizar pra trocas, pra quem se interessar, não pretendo postar nada no "utube" (ou algo parecido) a não ser umas raras exceções de alguns materiais que curto, mas nada tem a ver com o Punk (a não ser o fato de serem underground)... quem o material chegar nas mãos que faça o que bem entender de acordo com seus critérios, desde que não seja com fins lucrativos...

Trocas/escambos dentro da cultura Punk como uma forma de incentivar o contato direto e de "acabar" com certa comodidade existente que muitos se acostumam sempre a buscar materiais de forma fácil (comprando, baixando, "roubando"(?)...) e não se incentivam a correr atrás e produzirem também... Faça Você Mesmx sempre!!!

*Essa daí foi umas das bandas que já toquei, entre 1998 e 2000, sonoridade punk/hardcore, bem simples e direta, tenho 3 gravações aqui disponíveis, mas dos mesmos sons, com algumas variações, dois ensaios e uma demo... a banda e os integrantes bem ativos na época, em outras bandas e na organização de gigs, outras movidas e coletivos culturais, anarquistas, punks, de ações em prol de moradores de rua, etc... encarte com letras e algumas outras informações... a banda só teve uma mudança de formação no seu ultimo ano, com a saída do Juarez e entrada do Seco e depois a minha saída e não sei mais como ficou a banda, mas sei que pouco tempo depois acabou, dando origem a outras bandas de seus integrantes... a banda participou das coletâneas Grito de Liberdade (k7), Dos Becos e favelas do 3° Mundo (vinil) e Aliança Libertária...

domingo, 6 de janeiro de 2019

CAPITALISMO, ANTICAPITALISMO E ORGANIZAÇÃO POPULAR - PDF


    Antes do capitalismo, a grande maioria dos homens e mulheres possuía seus próprios meios de produção – terras, animais, instrumentos de trabalho – ou os dividia coletivamente com seus vizinhos. Nessa época, ninguém tinha aceitado vender seu tempo de trabalho para outra pessoa somente para sobre- viver; ainda não havia necessidade disso. Nessa época, nem o tempo e nem o
trabalho eram considerados mercadorias.
Por isso, o estabelecimento do capitalismo precisou de um longo processo de assalto dos meios de produção dos trabalhadores, das riquezas e recursos de povos inteiros das mãos dos produtores dire-
tos. Impedindo as pessoas viverem de acordo com as suas próprias decisões e costumes.

Esse processo de expropriação é o que se chama acumulação primitiva. Em termos históricos, ela significou, entre outras coisas, a expulsão de milhares de camponeses de suas terras na Europa e em outros lugares, para lhes obrigar a serem trabalhadores da cidade.
Também significou o saque colonial das riquezas de todo o mundo durante séculos, a imposição de governos coloniais sangrentos, o aniquilamento de grupos étnicos inteiros que se negaram à submissão, etc.
Há aqueles que crêem que a acumulação primitiva foi só um período de inauguração do capitalismo, uma espécie de “ponta-pé inicial”.
Outros acreditam que, na realidade, o capitalismo é uma grande e constante acumulação primitiva que só terminará quando o próprio sistema terminar. Em qualquer caso, está claro que o capitalismo é
um regime fundado sobre a violência.

   O capitalismo se apóia em uma ideologia própria, ou seja, em um conjunto mais ou menos organizado de idéias. Mas uma ideologia não é somente isso.
É também uma forma de falsa consciência, uma visão que sutilmente e sem assumir, transmite a mensagem de que a sociedade só pode se organizar da maneira da classe dominante. O liberalismo é a ideologia da burguesia.
O liberalismo sustenta que a sociedade é formada por indivíduos e que estes possuem certos direitos naturais. Os direitos dos indivíduos têm prioridade sobre a soberania do povo: nenhuma decisão da sociedade pode ir contra eles.
Por outro lado, a sociedade e o Estado devem participar o mínimo possível e deixar as coisas funcionarem, sem incomodar os indivíduos. O Estado só deve intervir quando se viola uma lei ou para oferecer alguns serviços básicos mínimos. Mas o que faz do liberalismo uma ideologia não é o que se fala, mas o que não se fala.
Em teoria, todos os seres humanos deveriam desfrutar de seus direitos naturais. Mas não se diz que alguns desses direitos estão desigualmente distribuídos.
Uma pessoa pode ter, em teoria, o direito de possuir um pedaço de terra, mas se toda a terra já é propriedade de outra pessoa, esse direito não significa nada. Se alguém está a ponto de morrer de fome porque outros se apropriaram de todos os alimentos, nenhuma lei protege seu direito à vida.
No liberalismo, o direito à liberdade significa fazer o que quiser, sem que ninguém coloque qualquer obstáculo. Porém, não são todos que possuem as mesmas possibilidades de fazer o que quiserem. E o que significa a liberdade de imprensa quando algumas poucas pessoas mandam nas grandes
redes de meios de comunicação?

CAPITALISMO, ANTICAPITALISMO E ORGANIZAÇÃO POPULAR - PDF

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Soltxs no Declínio - poezine


... as ânsias de várias individualidades de se expressarem através de diferentes kaminhos...
tanto kuanto por meio da palavra, do desenho y kolagens de imagens.
Estes kaminhos nos levam a libertar ideias... 
soltá-las...
akelxs ideias ke vão além do estabelecido...
dando rédea solta a imaginação...
kriação...
buskando kontagiar outrxs mentes...
korações.
O desejo de kompartilhar de uma forma soltx, nos remete a espontaneidade da natureza, ke não tem regras...
ordens...
nem lógica.
Tendo komo aspekto de inspiração...
ou frustração...
o deklinio...
assim tratamos... 
o deklínio existencial...
konkluindo ke a trajetória huaman tendeu para a ladeira...
...dekadência...
ke hoje de maneira geral denomina-se civilização...
domestikadora do existir/fluir indômito...
natural.
Influênciadxs...
ou seria pertubadxs?...
expomos um poko as feridas...
lamentos...
kansadxs por essx existir ke klaramente buska domar o natural...
em prol do kontrole...
Além dessxs limatações impostas...
aspiramos soltar irregulavelmente as tensões...
konflitos y emoções ke nos são inerentes...

*lindo poezine, tanto graficamente/visualmente, nas artes/colagens e escritos/poesias viscerais... sobre imaginação, construção, diversidade, transformação, anti-autoridade, mudança, sobrevivência, amor y ódio, anti-militarismo, anti-domesticação, loucura, lembranças, experiências, calor y frio, coragem, ternura, consequência, tempo perdido, silêncio, sementes, vida y morte...
20 paginas, tamanho 1/2 A4, poesias em português e espanhol...

Disponível para trocas!!!

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Crônica Subversiva n° 1 - infozine


Esta sociedade que valoriza a incessante busca por dinheiro e poder está nos matando. Matando literal e diretamente a população marginalizada, com os genocídios do povo negro e dos indígenas pela polícia e pelas milícias. Matando nossos corações e sonhos com o isolamento e depressão causados por um modo de vida que não nos traz nenhuma realização como seres humanos.
Ela não só está nos matando, mas tudo o que é vivo e o planeta em si. Temos que parar os motores de dominação e destruição da Terra, coordenados por governos e corporações sedentos de poder. Querem nos fazer acreditar que esse é o único e melhor modo de vida possível, acabando com qualquer sonho ou perspectiva de uma vida melhor.

* publicação que procura disseminar aquelas ações que conseguem atingir a materialidade do estado capital civilizador.
publicação espalha a solidariedade anarquista que não reconhece fronteiras nem distancias, publicando também o numero 4 da revista Kataklisma da CNA Porto Alegre.

– OKUPAÇÕES E ESPAÇOS EM CONFLITO
– UM POUCO DE FLAMEJANTE CLAREZA.
– O DEDO QUE APONTA À LUA.
– TEXTOS
-O Acampamento Terra Livre 2017. Do confronto com os porcos à “festa” na esplanada.
– Entrevista da Biblioteca Kaos com Rodolfo Montes de Oca sobre a situação na Venezuela
– PROVOCAÇÕES
– KATAKLISMX
– Solidariedade Combativa pela condenação do Rafael Braga Vieira
– Atualização das compas sequestrados
– Uma resposta ao chamado para a solidariedade com os detidos em Hamburgo no G20 de Panagiotis Argyrou, membro da CCF

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sábado, 29 de dezembro de 2018

Desconstrução Koletiva Espacial - Autonomia y Autogestion (Coletânea em memória dos 2 anos do Espaço Korpo Sem Órgãos)


Coletânea em memória dos 2 anos do Espaço Korpo Sem Órgãos
A presente coletânea foi quase toda gravada no squat CSO (RIP) no estúdio do espaço que foi construído com muito esforço e apoio mutuo. Todas as bandas que estão nesse registro participaram ativamente do funcionamento da casa em seus quase 2 anos. Esse trampo é dedicada as pessoas e bichxs que por ali passaram e ajudaram na construção desse espaço autogestionado.
VIVE LA REBELDIA!
Bandas:
Kadarvores
Disindividu
Grillus Sub
Billis Negra
Total Desprezo

*Coletânea que catei com xs manxs de fortaleza que passaram por aqui pelo final de 2017... CD + encarte com letras e infos sobre cada banda... quem tiver interesse, disponível pra trocas/escambos por aqui ou se quiserem o contato direto e desenvolver seu próprio intercâmbio direto de Punk pra Punk com o pessoal que conspirou a coletânea, só entrar em contato que lanço o contato... UP!!!




quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Doença e Capital - Alfredo M. Bonanno


A enfermidade, isto é, um mal funcionamento do organismo, não é algo exclusivamente humano, os animais também adoecem, e mesmo as coisas em seu próprios sentidos apresentam defeitos. A idéia de enfermidade como uma anormalidade, é a idéia clássica desenvolvida pela ciência médica.
A resposta à doença, principalmente graças à ideologia positivista a qual domina a medicina hoje, é da cura, que é dizer, uma intervenção externa feita por práticas específicas, cujo objetivo é restaurar as condições de uma suposta idéia de normalidade.
Apesar de tudo, seria um erro pensar que a busca pelas causas da doença têm sempre sido paralela com as necessidades científicas de restaurar a normalidade. Durante séculos remédios não andaram de mãos dadas com os estudos das causas, já que naquele tempos isto seria absolutamente fantástico. Os remédios teriam sua própria lógica, especialmente quando baseados em conhecimentos empíricos das forças da natureza.
Recentemente, uma crítica ao sectarismo da ciência, incluindo a medicina, tem se baseado na idéia de totalidade do homem: uma entidade construída por vários elementos - intelectual, econômico, social, cultural, político e por aí vai. É nesta nova perspectiva que a hipótese materialista e dialética do marxismo se insere. A variada descrição da totalidade do homem novo e real, não mais dividida em setores que o velho positivismo nos tinha acostumado, foi novamente resumido em um determinismo de uma só direção pelos marxistas. As causas das doenças são consideradas como conseqüência exclusiva do capitalismo, que, alienando o homem através do trabalho, expondo-o a uma relação distorcida com a natureza e a "normalidade", o outro lado da doença.
Em nossa opinião nem mesmos as teses positivistas que enxergam a doença como sendo o mal funcionamento do organismo, nem as teses marxistas que consideram que todo mal é devido ao crime capitalista são suficientes.
As coisas são um pouco mais complicadas que isso.
Basicamente, não podemos dizer que as doenças não existiriam numa sociedade liberta. Nem poderíamos dizer que neste feliz evento as doenças se reduziriam a simples enfraquecimentos de uma força hipotética que ainda está para se descobrir. Cremos que a doença é parte da natureza do estado humano de viver em sociedade, isto é, isto corresponde a um certo preço a ser pago para corrigir um pouco as condições ótimas da natureza para obter a artificialidade necessária para construir inclusive a mais livre das sociedades. Certamente, o crescimento exponencial da doença numa sociedade livre onde a artificialidade entre indivíduos poderia ser reduzida ao estritamente indispensável, não poderia se comparar a de uma sociedade baseada em exploração, tal e como é nossa sociedade atual. Pode se observar desta idéia, que a luta contra a doença é uma parte integral do conflito de classes. Não tanto porque a doença é causada pelo capital - o que seria uma declaração determinista e desta forma inaceitável - mas porque uma sociedade livre seria diferente. Mesmo em sua negatividade estaria fechada a vida, ao ser humano. Assim, doença poderia ser uma expressão de nossa humanidade assim como é hoje uma expressão da nossa terrível desumanidade atual. Isto é razão pela qual nunca estaremos de acordo com as teses simplistas resumidas na frase "fazer da doença uma arma", nem mesmo pensar que isto é digno de respeito, especialmente no que concerne a doenças mentais. Não é realmente possível propor ao paciente uma cura que se baseia exclusivamente na luta contra o inimigo de classe. Assim a simplificação seria absurda. A doença também significa sofrimento, dor, confusão, incerteza, dúvida, solidão, e estes elementos negativos não se limitam ao corpo, mas também atacam a consciência e a vontade.
Desenhar programas de luta sobre tais bases seria bastante irreal e terrivelmente desumano. Porém, a doença pode se tornar uma arma se entendermos tanto suas causas quanto seus efeitos. Pode ser importante para mim entender quais são as causas externas da minha doença: Capitalismo e exploradores, Estado e capital. Mas isto não basta. Também necessito clarear minha relação com a MINHA DOENÇA, que não deve ser apenas sofrimento, dor e morte. Deveria também ser um método pelo qual posso entender os outros e a mim mesmo melhor, assim como a realidade ao meu redor e o que precisa ser feito para transformá-la, e obter por sua vez uma melhor compreensão das saídas revolucionárias. Os erros que têm sido cometidos no passado neste tema provêm da falta de claridade devido à interpretação marxista. Que foi baseada na reivindicação em estabelecer uma relação DIRETA entre doença e capitalismo. Cremos que esta relação deveria ser INDIRETA, isto é, sendo informado da doença, não da doença em geral como uma condição de ANORMALIDADE, mas da doença como um componente da minha vida, um elemento da minha NORMALIDADE. E então a luta contra a doença. Mesmo se todas as batalhas não terminarem em vitórias.
*zine "4 paginas" tamanho 1/4 de A4...

Doença e Capital

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Pesti - crust band


Banda crust com vocal feminino de $P... peguei essa "demo" quando a banda tocou no ZO em Caos (RJ) no ano passado (2016), com a Julia (vocal da banda), numa troca que fizemos lá no evento...  demo de 2016, 7 sons fudidos + encarte com letras... não sei se a banda ainda tá na ativa, mas quem tiver a fim de uma copia física entra em contato que nós desenrola uma troca ou vê contato delxs ai pelos links a baixo...

ao vivo pra quem quiser dá uma sacada:


demo na integra:


Bandcamp:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Humanidade, Amor e Consumo - poezine


O petróleo 
não é nosso
E o seu uso e beneficio não
é do planeta
Fabricando
produtos muito
mais poluentes
O sangue do mundo
derramado pelo 
asfalto
E pelo domínio
da gente
Sobre nossos
pés
O solado do tênis
A borracha do
pneu
Uma terra
sem vida
Extração e
exploração
Utensílios
da industria
da ganância
Nossa Herança

*poezine tamanho 1/4 de A4, 8 paginas... poesias sobre humanidade, amor, consumo, monocultura de plantas, petróleo, fabricar, produtos, poluição, dominação, sangue derramado, terra, exploração, lucro, ditadura, esterilidade, destruição, futuro, mão de obra escrava, trabalho, industria química, chibatas, maldades, extinção, capital e usurpação...

Humanidade, Amor e Consumo - poezine

Coletanea NoiseCore - Barulho Subversivo


Bandas:
Academic Worms
Ataque Cardiaco
Chaotic Sound
Cú
N.E.K 
Olho Por Olho
Primitive Noise
Reator04
Resto De Feira
Vjölenza

CD + encarte + infos e letras... 
Não contém informação sobre a coletânea em si, mas muito massa, pra quem gosta de uma barulheira com conteúdo.... pelo que entendi a coletânea foi feita em 2012 com algumas bandas velhas e novas da cena noise...
quem tiver interesse, disponível pra trocas/escambos... 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Por um 1° de maio kontra o trabalho e pela guerra social - livreto/zine



*livreto/zine, tamanho 1/6 de A4, 10 paginas...cronologia dos fatos ocorrido no 1° de maio de 1886 em chicago e a greve geral que paralisou os principais centros industriais norte-americanos... falas, antes de serem sentenciados, de 5 dos 8 condenados, por associação do tipo do que anos depois se chamaria de anarco-sindicalista... e julgamento, manipulado em todos os sentidos, sendo mais um linchamento do que propriamente um julgamento.

Por um 1° de maio kontra o trabalho e pela guerra social