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sexta-feira, 23 de março de 2018

Lugubre n°5 - Poezine

Nadismo e Danação:
Trago do nadismo as profundas razões do meu ceticismo/
Contra tu e contra tod@s algozes ferozes da vida a um só gole de absinto,/
Sinto, realmente sinto a ira, a fúria do não conformismo e nojo pela politica que se pratica./
Dizem que não posso, mas mesmo sem poder, acabo fazendo eu mesmo/
Você mesmx/ qualquer um mesmo... e realizo/
Pois, não existe acimas, que dirá a bajos nessa relação/
Por fim e na petulância de uma lamina fria que queima a alma/
Rasgo o peito sofrendo de tédio e amargura/
Desabito a fria gruta de onde saio e não volto, já que não desejo permanecer/
prossigo ao infinito que me encaminha ao descaminho, a iconoclastia.
E na malvada solidão ardente nos ciclos do inferno gemendo e trincando os dentes/
Diante de tua forma abismal, Dante! Dane-se o danado autor do caos...
Quem haverá de ter olhos pra ver palhaços sem graça/
Chorando lagrimas de chumbo nos cantos das calçadas.
                                                                                                       Dän JP

*Poezine 12 paginas, tamanho 1/2 A4... poesias/poemas sobre escuridão, pensamentos, imagens, auto cadáver, diferença, cumplicidade, humildade, medo, roleta russa, depressão, suicídio, escravidão, desejos, velhice, morte, ceticismo, lagrimas, conformismo, ruas, vícios...

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!
Faça tu mesmx ou morra!!!

quinta-feira, 15 de março de 2018

Casamento e amor - Emma Goldman (PDF)

Imagem relacionada
Os defensores da autoridade temem o advento da maternidade livre, com receio de que ela roube
suas vítimas. Quem combateria nas guerras? Quem geraria a riqueza? Quem faria o papel do
policial, do carcereiro, se a mulher se recusasse à reprodução indiscriminada de crianças? A raça, a
raça! – grita o rei, o presidente, o capitalista, o padre. A raça deve ser preservada, embora a mulher
degradada à mera máquina reprodutora — e a instituição do casamento é a nossa única válvula de
segurança contra o pernicioso despertar sexual da mulher. Mas em vão todos estes esforços
frenéticos para perpetuar um estado de sujeição. Em vão, também todos os éditos da Igreja, o
enlouquecido ataque dos governantes, em vão, até mesmo os braços da lei. A mulher já não quer
mais tomar parte na reprodução de uma raça de seres humanos doentis, débeis, decrépitos,
miseráveis, que não possuem nem a coragem nem a força moral para se libertarem de seus fardos de
pobreza e escravidão. Pelo contrário, ela deseja ter poucas crianças, mas crianças superiores,
geradas e criadas no amor e pela livre escolha; não por compulsão, como imputa o casamento.
Nossos falsos-moralistas ainda têm de aprender o profundo senso de responsabilidade com a criança
que o amor em liberdade despertou no seio da mulher. Seria melhor renunciar para sempre a glória
da maternidade do que dar à luz numa atmosfera onde só se pode respirar destruição e morte. E se
ela se torna mãe, é para dar à criança o mais profundo e o melhor que seu ser pode oferecer. Crescer
com a criança é seu mote; e ela sabe que somente desse modo é que pode ajudar a construir a
verdadeira masculinidade e feminilidade.
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terça-feira, 13 de março de 2018

Lugubre - poezine n°1

SEM PROGRESSO

Perdi esperança em seu progresso.
Tudo foi jogado fora.
O tempo como areia passou
Na brisa do ar
É como se muitos nascessem para serem
Sempre escravos...
Se reclamar...
Submissos,
Imóveis,
Intocáveis
puros,
Bestas
Conformados!
Sem progresso,
A humanidade
Caminha para a fossa!
O VENENO DA BELEZA

O veneno da beleza engana e ilude o olhar,
Mas atrás dessa face se vê a capacidade
De corroer e destruir.
A vaidade destrói o senso do útil
E faz seres reverenciarem o inútil!
O veneno do ser "belo" acaba com vidas
Inocentes e conscientes,
A se iludirem com seu acido corrosivo

*poezine split, 8 paginas, tamanho 1/2 A4... colagens e poesias/poemas sobre progresso, beleza, tempo, luta, pesadelos, igualdade, escravidão, moral, desgostos, viver, tragédia, sinceridade, padrões, sofrimento, luxo, lixo, tédio, normalidade....

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!

Faça tu mesmx ou morra!!!

segunda-feira, 5 de março de 2018

Minha outra desilusão na rússia - Emma Goldman

"A perseguição aos anarquistas em um país possuído e completamente controlado pelo Estado, como na Rússia, é quase impossível se viver sem a “misericórdia” do governo. No entanto, eu estava de-
terminada a tentar. Não aceitaria nada, nem mesmo rações de pão, das mãos tingidas com o sangue dos bravos marinheiros do Kronstadt. Felizmente, eu tinha algumas roupas que um amigo americano me dera; elas poderiam ser trocadas por mantimentos. Eu também havia recebido algum dinheiro de minha própria gente nos Estados Unidos. Isso me permitiria viver por algum tempo.
Em Moscou consegui um pequeno quarto, anteriormente ocupado pela filha de Piotr Kropotkin. A partir daquele dia eu vivi como milhares de outros russos, carregando água, cortando madeira, lavando e cozinhando, tudo no meu pequeno quarto. Mas eu me sentia mais livre e melhor por isso.
A nova política econômica transformou Moscou em um vasto mercado. O comércio se tornou a nova religião.
Lojas e armazéns brotavam da noite para o dia, misteriosamente a Rússia estava amontoada de guloseimas que não tinha visto há anos. Grandes quantidades de manteigas, queijo, e carne foram colocadas à venda; confeitos, frutas raras, e doces de toda variedade estavam à venda. No edifício Politburo uma das maiores confeitarias foi aberta. Homens, mulheres, e crianças com faces contraídas e olhos famintos paravam, olhando fixamente pelas janelas e discutindo o grande milagre: o que ontem era considerado uma odiosa ofensa, estava agora ostentado na frente deles de uma maneira aberta e legal. Eu ouvi por acaso um soldado Vermelho dizer:
“É para isso que fizemos a revolução? Para isso que nossos companheiros tiveram que morrer?” O slogan, “Roube os ladrões”, havia se transformado agora em “Respeite os ladrões”, e mais uma vez foi proclamada a santidade da propriedade privada."

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*Emma Goldman, russa, anarquista e feminista, chegou nos Estados Unidos
com a irmã indo trabalhar como operária têxtil. Em pouco tempo tornou-se uma
militante combativa juntamente com seu companheiro Alexandre Berkman o
que lhe valeu alguns encarceramentos, um deles por ensinar publicamente o uso
de contraceptivos.

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domingo, 4 de março de 2018

Casa das Mariposas - zine conto

“um lugar em qualquer lugar”
“Existe uma outra ilustração para a Teoria do Caos. Esta diz que o repouso das asas de uma mariposa pode vir a significar uma ocupação bem-sucedida no outro lado do globo.” 

Finalmente está pronta mais esta produção! Foram muitos quilômetros percorridos, literalmente! E infelizmente não saiu com todo o conteúdo que eu realmente queria explanar. Não há uma cena conseqüente que a meu ver não merecesse extensão. Pois todos os temas e personagens merecem. Gosto de detalhes, de expressões, de realismo! Porém isto fica inviável quando se tem uma impaciência para publicação e quando não se tem recursos para copiar produções quilométricas . Ora, algum dia lançarei uma versão estendida como em um dvd. 
Este não é um conto sobre um alguém ou uma cena especifica. Qualquer semelhança é uma semelhança com a coincidência inexistente da relatividade da causa e conseqüência do efeito mariposa. Ah, a teoria do caos é mesmo caótica demais para fazerem-se exaltações ou execuções empíricas! O importante aqui não é criar um estereótipo de indivíduo ou movimento libertário, não é de se aprofundar de só descer o pau a criticar. É sim um registro de aspectos de personalidades que vêm se perpetuando em diferentes realidades e localidades de personagens possivelmente reais, que aqui são ocupas de um squat. E este é só um pano de fundo dessa novela literária marginal. 
É triste perceber o quanto o mundo tem se degradado graças ao humano. E com ele, logicamente nós, Movimento. É lamentável ver que reproduzimos coisas que abominamos. É lastimável e paradoxal perceber o quão é difícil manter uma postura coerente. Mas... coerente a quê? Se a tal repetição de guerra, ódio, miséria e desgraças extremas nós só vivemos em zines e em letras de música? Até porque não conseguiríamos conviver com esta idéia em nossas mentes constantemente. Os molotovs hoje são só desenhos! Os anos oitenta se foram! Nossos salários são federais, usamos celulares, cartões bancários e Microsoft... Vivemos numa repressão maquiada pela alienação e o ego fala e expressa mais alto. Somos primeiramente coerentes com nosso prazer. E é isso que às vezes atravessa a barreira do respeito e espaço alheio. Mesmo dentro de grupos e convivências libertárias. Não se pode confiar em ninguém! 
A seguir verás cenas que, sabes, acontece, ou aconteceram em algum lugar qual já tenha ouvido falar ou vivenciado. E temos permitido isso! Por pretexto de nosso maior benefício irrefutável: a liberdade. Ah, você nunca ouviu, viu ou sentiu nada de tais coisas por ai? Bom pra você! Mas verás agora. Se achar ruim melhor ainda. Se a ferida doer, pode me chamar que eu arranco a casca com uma gilete e jogo o vinagre! Um cigarro, um copo de rum e boa leitura!


FODAM-SE os direitos autorais: Acreditamos que qualquer expressão que
sirva para melhorar, evoluir o sentimento e o pensamento humano é um
bem comum. Portanto não deve ser considerada uma propriedade privada.
Este trabalho pode ser reproduzido ao todo ou em parte desde que não
vise 
a produção com finalidade de lucro. Viva o livre pensar,
expressar e sentir! Viva a livre poesia!!! CITE A FONTE
Contatos: lux.alt@gmail.com ou http://luxalt.blogspot.com

*zine conto 50 paginas, 6 "capitulos", tamanho 1/2 A4...
a versão do em pdf disponivel (aqui) no blog do autor é diferente em formato e nas artes, do zine que tenho em mãos, não cheguei a ler a versão em pdf pra ver se há diferenciação na parte escrita tbm...
excelente zine com esse conto urbano, inspirado na cultura punk/okupa/queer/libertaria, um dos melhores zines que tive em mãos recentemente!!!
quem tiver afim da cópia física, só entrar em contato, disponibilizo para trocas...



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Meu pedaço de amargura - zine HQ


Lágrimas de desabafo. Desabafando o ódio, os ressentimentos, a angústia, a dor. Com um nó sufocante na garganta,
Senti o impacto dessa frase no peito e saí do estágio mais profundo do sono. 
Não abri os olhos de imediato. 
algumas ilusões permanecem guardadas 

A volta à realidade era conduzida pelos sentimentos de insegurança. 
tímida e isolada. 
O que lhe restava era sonhar...
Duvidava da existência 
já não sabia se era sonho ou realidade
começou a afundar
Uma onda de desespero invadiu seu peito e explodiu...
precisava vencer a atitude derrotista tão característica
aceitava a morte???
mas sempre ia embora. 

à mesma rotina entre o tédio dos passeios
Mas o que mais incomoda mesmo são as pessoas em volta,
um lugar para comer 
nos entregando ao vício
Choveu um pouco mais forte
A adrenalina começou a baixar, 
e o sentimento de impotência e desgosto aflorou, 
pensou no que podería ter feito
Ainda deu tempo da chuva parar, caminhar lentamente
acordada durante o trajeto e observei melhor o caminho. 
meu pedaço de amargura
sombria indiferença
a paisagem mudou... encontros... bandos...
sonho que passou
triste pensamento

Enterrados em uma cultura de idolatria
em suas casas com guaritas enquanto se entorpecem
proporcionada por uma mídia corrupta e sensacionalista. 
homens que falam obscenidades para as meninas na rua, 
Medo passou a ser um sentimento comum no cotidiano 

uma noite intesamente fria
mergulha a cidade no silêncio profundo
de uma noite sem lua
o panorama cinzento da cidade
noite fria e gelada
na rua raros passantes ao longe
comercio fechado parece adormecido
sem luz, sem luar
agora perdida no asfalto da vida
pela rua simplesmente
em um passar vagamente
levando tão somente
a indiferença
o pensameento rasteja serenamente
nessa paisagem egoista
descolorida e sem cor
e seu tão vago passar

sentia-se cansada e queria chegar logo em casa. 
Voltava horas depois sem dizer uma palavra, a ninguém. 
ao limite, à exaustão. 

horas sombrias, enervantes e melancólicas, deixando rastros de tédio e dor.
horas vividas e sofridas, sem ela mesma entender e nem compreender
de tão inquietantes e sem finalidade.

um frio intenso envolve a cidade
Mergulho no auto-esquecimento
mas quando eu desperto ainda estou aqui

*zine HQ, 14 paginas tamanho A4, conto/poesia/HQ + texto

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!

Faça tu mesmx ou morra!!!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

CLIT Zine #1


CLIT – do grego kleitorís. Porque nada poderia ser tão nosso, tão íntimo e ao mesmo tempo tão político, cercado de tabus e ainda assim uma fonte inesgotável de inspiração e fôlego. Latejamos por mudanças, pulsamos de indignação e explodimos em novas possibilidades.

O CLIT Zine foi idealizado com o objetivo de aproximar o formato de publicações acadêmicas atuais do velho e bom zine faça-você-mesma. O objetivo do CLIT é se apropriar de conteúdos dentro da arena do feminismo e questões políticas relacionadas, trazendo para o cotidiano aquilo que chamamos de práticas teóricas.

Conciliar teoria e prática é um desafio e tanto, e duas mulheres feministas resolveram se arriscar nessa missão. Acreditamos que é preciso criar discursos que contestem nossas opressões, para então transformar a realidade, formando também a base necessária para nossas ações.  Informação é poder, e este zine nasceu da vontade de compartilhar ideias e contribuir com a democratização do conhecimento.

O foco do zine, como já fica claro, são os feminismos. Dessa forma, entendemos feminismo como o conjunto de teorias e práticas não necessariamente convergentes, porém sempre focadas em propostas para a solução da subordinação das mulheres. Trataremos da extensa produção teórica e também dos movimentos de mulheres, com o devido enfoque libertário que marca o nosso posicionamento.

Como feministas , anarquistas e veganas, pretendemos ainda explorar os instrumentos que nos permitem analisar nossa realidade social, lançando mão de gênero, raça/etnia, espécie, sexualidade, classe, geração, etc. As publicações do   CLIT  estão situadas dentro do contexto brasileiro, visto através de um olhar feminista e libertário que analisa métodos para alcançar uma sociedade mais justa e igualitária, com as liberdades individuais asseguradas em harmonia com a coletividade.


O zine representa a pecinha que nós podemos acrescentar nesse gigantesco quebra cabeça que é a luta pela transformação social, instigando a reflexão e o debate entre aquelxs que compartilham as mesmas angústias.

*zine anarca-feminista, 28 paginas, tamanho ½A4, zine de mina pra mina, com foco nos feminismos...



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A nossa expulsão - Florentino de carvalho(1919) e Conto Extraordinário - Gigi Damiani (1904) - Livreto artesanal

Contos Extraordinário (Gigi Damiani)

Falava o espírito pela boca do médium: - Quantas milhas fiz eu correndo sempre... com aquele pesado saco de moedas ao ombro? Quantas?
     Não me lembro, não sei. Vi por duas vezes o sol descer atrás dos montes – disto lembro perfeitamente – por duas noites ouvi risadas sinistras dos chacais nas florestas. Mais eu temia as feras... Porque era meu... e muito meu... de legitima propriedade... Com as armas na mão, tinha-o conquistado... arriscando a minha vida.
     Ao romper da aurora do terceiro dia, porém, cai exausto, sem forças e quase morto de fome... de sede – oh! A sede! – de cansaço. Mas o saco das moedas de ouro tinha-o sempre bem apertado contra o peito, e nenhuma destas, tenho plena certeza, tinha caído.
     Um homem passa a dois metros de onde eu estava sentado, um homem estranho, sem idade, magro, com crânio à guisa de torre e só vestia uma túnica...
     Talvez um escravo, talvez um sábio, talvez um louco, um forçado.
     Chamo-o – ele se aproxima – e, quando está bem pertinho de mim, pergunto-lhe:
     - Onde é que há por aqui um hotel?
     Respondeu-me:
     - Aqui não há hotéis.
     - Não importa: veja alguém que me queira arranjar um pedaço de pão e uma vasilha com água... pagarei bem... tenho dinheiro... muito dinheiro...
     -Dinheiro? Mas o que é o dinheiro?
     ...Teria eu porventura penetrado em um país selvagem?  Teria, quem sabe, saído para fora da humanidade racionável? Em que planeta teria eu sido atraído? Zombava de mim aquele homem?
     Não obstante isso, desatei o saco, tirei um punhado de moedas de ouro – oh! Como resplandeciam aos primeiros raios de sol... oh! As lindas moedas! – e lhas mostrei, fazendo-as tinir...
     Assim mesmo o homem não compreendeu... olhou de um modo curioso aquele cintilar, sem comover-se, sem demonstrar o mínimo desejo de possuir um pouco de precioso metal, e repetiu tranquilamente:
     - O que é o dinheiro?
     Reuni as poucas forças que me restavam, levantei-me e: pulsora da vida, o eixo da ordem social? O único meio pelo qual chega a felicidade? Vés com o dinheiro, com este – porque é dinheiro, bom, dinheiro legítimo – se abrem canais, se unem os mundos, se partem as montanhas, se chega á gloria, se conquistam nações, se fundam indústrias – se compra o amor... se vence, se goza, se vive...
     - Com esse?
     - Sim, idiota... Com esse... Não tendes então aqui no vosso país, se é aqui há um país, nem comércios, nem artes, nem indústrias? Do que é proveniente o vosso bem estar?
     - Do trabalho!
     - Pois é, do trabalho... quem é pobre trabalha, mais, quem tem desse, não trabalha mais... faz os outros trabalharem... Quem tem desse e bastante, como eu, não tem necessidade de nada... é o patrão... são os outros que necessitam dele: os pobres! Quem desse, repito, tem tudo, também o impossível.
     Então aquele homem disse:
     - Pois bem... já que tu necessitas de nada... nem de mim... que és o patrão... que tens o ouro... retiro-me, adeus!
     - Mas estou com fome, gritei, tenho sede!...
     - Come o teu ouro, bebe o teu ouro...
     E voltou-me as costas.






sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Punx desconstruindo o sexismo - Zine AnarcxPunk


Em suas mãos um zine que trata de um problema recorrente na cena punk e na sociedade de modo geral, o sexismo. Ele surgiu da idéia de se abrir um debate coletivo sobre o tema, que muitas vezes é esquecido ou é tratado como um problema não existente, o que infelizmente, não
é verdade. Os abusos sexuais em gigs, a violência física, verbal e emocional em diversos âmbitos da cena continuam acontecendo, e de modo geral, continuamos tratando
apenas como casos isolados, conflitos de casal, acidentes e desculpas afins. Desta forma, continuamos perpetuando comportamentos sexistas em nosso meio, o presente zine se propõe a
instigar o desejo pela desconstrução deste comportamento sexista por meio de análises do problema e propostas de mudança, com ênfase nas relações entre homens e mulheres. Acredito na destruição dos papéis de gênero, da heteronormatividade e do binarismo sexual, porém, eles
existem, e existirão até que possamos compreendê-los e desconstruí-los. Os textos aqui presentes abordam o tema sexismo de maneiras diferentes e algumas vezes contraditórias, e isto é proposital. Acredito ser necessário introduzir opiniões diferentes para que se possa imaginar e construir as medidas necessárias para cada cena punk em particular, pois, cada uma é dotada de peculiaridades que alteram o modo como se deve encarar este problema que é tão complexo e que permeia tantas questões, como racismo, homofobia, religiosidade, culturalismo e
consumismo. O texto “Punk versus sexismo” foi escrito pelo coletivo, zine & distro Profane Existence, contém informações e propostas interessantes para nosso meio. O texto “Você não pode quebrar meu espírito” foi escrito por Adrienne Droogas, que fez e faz parte de várias bandas e coletivos e que aborda de maneira pessoal e intensa o sexismo em sua vida. (Ambos os textos foram livremente traduzidos) E temos o texto da Naira (que não tem mais nenhum envolvimento com a cena punk, porém seu texto, escrito em 1999, ainda é contundente) retirado do encarte do split Execradores/Sin Dios, Os demais textos e imagens
são de produção deste zine ou foram encontrad@s sem informação autoral, em todos os casos, a
cópia é livre, assim como parte ou todo do zine. (copyleft fuck off). As normas gramaticais foram propositalmente esquecidas. Por mais que de modo geral a escrita se enquadre nela, isto não foi buscado, as normas gramaticais, em geral, são por si só discriminatórias e sexistas, logo, devemos libertar as palavras dela.Como geralmente utilizado em nossa (punx) escrita o “@” e o “x” definem tanto “o” quanto “a” transformando as palavras em palavras de gênero único, neutro. Também é importante deixar claro que este zine não é para esta ou aquela pessoa, nem a nenhum grupo ou banca específic@, o zine é para tod@s integrantes do movimento e até mesmo para sociedade como um todo, porém, o zine é direcionado especificamente para cena punk, porque, se tratarmos de forma geral, caímos no velho hábito de criticar a sociedade e não a nós mesm@s.


Igualdade não é um mero slogan - é um compromisso.                                                                      
Este compromisso só vai funcionar quando nós o sustentarmos e exercermos na teoria e na prática, em nossas vidas diárias.                                                                                                             
Quando trabalhamos para atingir isto dentro do movimento punk, também estaremos trabalhando no sentido de alcançar a igualdade e combater o sexismo na sociedade.               
Este é um processo contínuo e que deve se manter para evitar retrocesso aos velhos hábitos.      
É também essencial que os novos membros da nossa comunidade sejam educados, não só
as causas, mas também aos métodos para combater o patriarcado, o sexismo e a violência sexual.
Se cada um de nós usar estas táticas em nossas vidas diárias, isto permitirá a todos nós uma voz
e um meio para enfrentar o sexismo (e outras formas de opressão).
Este é um conjunto fundamental de direitos para todos.                                                                
A sensação geral de respeito um pelo outro irá fortalecer a nossa comunidade interna, e fornecer meios para seriamente começarmos a combater a opressão.


*zine 32 paginas, tamanho A4, que trata exclusivamente da questão do sexismo...




quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

I.A.P. n°1 (punkzine de la Internacional Anarco Punk) Costa Rica, Noviembro 2016

PUNKTORIAL I.A.P.
Saludos compañeros y compañeras, aqui te presentamos este primer número de esperamos muchos más, de la internacional anarco punk, este primer número está elaborado por el colectivo estmapida libertaria.
Em el VIII encuentro realizado em costa rica se acordo que cada número del zine de I.A.P. fuera elaborado em um pais distinto y costa rica al ser el país donde se realizo el encuentro pues el que comienza este hermoso proyecto de informacón y a la vez mantener vivo lo que es el fanzine anarko punk.
Esperamos que este numero de uma idea um poco más clara de la situación del país em que vivimos, al igual que em muchos píses uma escena llena de altibajos y problemas internos y externos personales y colectivos uma lucha constante contra esse fuego interno que nos mantiene luchando soñando y creando para lograr esse cambio que buscamos hacia um mundo mejos.
Recordemos que el cambio empieza em nosotrxs, cuestiónate y cusetiona lo demás, como leé em algún fanzine, La Revolución más que ódio a lo injusto es amor a lo justo. Todo se basa em um cambio sincero y acciones congruentes.
No hay limites para ser mejores

Organizate y aktua!!
Mis pecados son haber renunciado a sus instituciones, poseer un asqueroso diploma sobre el cual sustentar mis argumentos. 
Son no pensar que el trabajo dignifica, Son desertar de sus empleos de ocho horas.
Son traicionar los principios sobre los que se rige la masculinidad. 
Son no ser el sostén economico que define el hombre de la casa.
Haber desahuciado al bastardo de dios de nuestra cabeza pra re matarlo con nuestra conviccion. 
Son no creer en sus procesos democráticos.
Son evidenciar las tantas contradicciones e infamias que cometen los grupos alternativos, desde el rojo hasta el blanco, los cuales no presentan alternativa alguna.
Son haber deconstruido la moral impuesta y haber creado mi propia ética.
Son heber rechazado la normalidad.
Mis pecados quizá sean sintomas de locura pero mi realidad me indica que lx cuerdx muertxs están.
La cárcel mental.
La sociedad-prisón.
Nuestros crímenes son la sinceridad ye el rechazo a corrompernos.
Que gracioso.
Corrupción.
la palabra explica todo y a la vez no explica nada.
Justo como el comportamiento de las mayorías.

Leonardo, desde El Salvador.
 
*punzine de 38 paginas tam. A4, de la Internacional Anarco Punk, com textos sobre carta de apresentação da I.A.P., AnarkoPunk na costa rica, sistema de educação, 100 anos de escravidão (zoológicos: recintos de crueldade), libertação animal, conto, violência sexista,  EZLN-CNI,  relato do encontro, fotos do encontro, colagens, anarquismo na costa rica, anarko punk en el Salvador, princípios de I.A.P., problemática das hidroelétricas na costa rica, culturas ancestrais na guatemala 2016, entrevista, repressão na costa rica...