Louise Michel é uma lutadora das barricadas da Comuna de Paris. Condenada ao exílio por ter combatido as tropas de Bismark, depois de um tempo na prisão Rochefort, ela é enviada como milhares de revolucionários para a distante Nova Caledônia, enquanto em Paris o jovem George Clémenceau tenta obter anistia para todos os communards. Professora, amiga do escritor Victor Hugo, torna-se no exílio uma referência de coragem e força, mantendo-se intrinsecamente vinculada aos seus princípios anarquistas. Na ilhas da Oceania ela não somente anima suas companheiras de prisão como também faz amigos entre os nativos da ilha, conhecidos como Kanaks. Ensina-lhes francês, aprende os seus costumes e fica ao lado deles quando se levantam contra a autoridade colonial. Sua anarquia não é apenas uma ideologia, mas também uma atitude moral. Em seus últimos momentos no exílio ela leciona em uma escola que reúne na mesma sala crianças Kanaks e de outras etnias.
Sexismo até quando ?? só depende de você, de mim e de todes! As violências e abusos de cunho sexista são um problema estrutural no movimento punk que, desde sua origem, deixou muito a desejar no que diz respeito às desconstruções dos padrões normativos de gênero e combate ao machismo nos nossos próprios espaços. Violências dessa natureza são frequentes em todas as cenas punks, o que é algo muito contraditório com as práticas discursivas do movimento. Geralmente o movimento reproduz as mesmas práticas da sociedade como um todo, dando a problematizações dessa natureza um tratamento privado/pessoal, quando as violências de gênero no movimento deveriam ser tratadas como pauta política, se discutindo e buscando resoluções de forma coletiva. No entanto, me parece que muito tempo se passou e este continua sendo tratado como “ assunto de mulher”, não por acaso, quando casos de violências machistas são questionados ou repudiados, isso geralmente é feito por mulheres, que muitas vezes estão sozinhas, tornam-se um problema por questionar lugares privilegiados, são estigmatizadas, silenciadas e, sobretudo não se enfrenta o problema, mas o abafa, deixando que permaneçam as afinidades pessoais com os abusadores e criando uma atmosfera de acolhimento ao mesmo.
De nada adiantam nossas aspirações ideológicas, nossa postura contestadora diante das mais diversas formas de opressões, se não nos dedicarmos a destruir as relações de poder em nosso cotidiano. É necessário reconhecer que não estamos imunes a reproduzir os comportamentos que mais nos incomodam na sociedade. Penso que, como punk, anarquista, libertárie ou o que seja, não é coerente contribuir para que formas de dominação se perpetuem, como a escravidão animal e as imposições patriarcais, até porque estão intrinsecamente relacionadas ao capitalismo e suas mazelas decorrentes. Não é raro nos depararmos com situações em que ocorrem violências/abusos machistas nos meios punx, mas também percebo que aos poucos as mulheres estão se empoderando nas cenas e questionando lugares de poder, denunciando agressores, se fazendo ouvir, produzindo e resistindo às dificuldades presentes nos próprios espaços (supostamente) libertários.
No entanto é preciso que todes se proponham a fazer auto-critica, questionar a si mesme, aos outres e ao coletivo enquanto movimento. Esse exercício talvez seja um primeiro passo, para que possamos juntes reconhecer nossas contradições e buscarmos as melhores formas de solucioná-las, construindo espaços seguros para que identidades não-masculinas sintam-se segures e acolhides.
Enquanto esse debate não for realizado exaustivamente, enquanto não formos capazes de conviver juntxs sem reproduzir as convenções heteropatriarcais, muitas minas continuarão a sofrer violências silenciosamente, continuarão a se afastar ou resistirão com apoio de poucas pessoas ou sozinha. A desconstrução do sexismo em nossos meios é um problema político e coletivo, NÃO SE CALE! Por : Beta Vulgaris
Esse zine foi feito com intuito de apresentar a realidade cruel que está escondida da visão de muitos.
Coloca em debate a questão da exploração do ser humano com o animal.
Veja nossas crianças já crescem com uma educação manipulada, paraque ela pense que a covardia seja normal, como o desenho "pink e o cerebro" onde 2 ratos são criados em laboratório, laboratório não é luagr para ratos eles não nasceram para serem testados, testes não fazem parte do cotidiano de ratos comuns, é assim que você quer educar seus filhxs... se els forem incentivados por isso quando criança imagina quando adultos o que farão com com pobres animais... vão matar, perseguir, caçar, tirar a pele, torturar, comer e vestir como muitos adultos estão fazendo.
estão injetando uma dose de robotização em nossas crianças moldando o comportamento e a nossa forma de pensare agir...
Chega dese engano e covardia com seres que são inofensivos...
Sabia que estão matando + 800 mil animais por dia!
Apenas para seu conforto e prazer estupido, com essa falsa medicina!
Aki você também vai aprender a substituir esse cadaver do seu prato.
E aplicar uma nova proposta de nutrição sem a ingestão de carne...
Faça você mesmx
Este álbum está focado como um álbum conceitual, onde há uma a junção de culturas indígenas americanas, resgatando suas raízes, 11 músicas que resgatam as raízes indígenas americanas através de suas letras.
Cada canção é baseada em um povo ou tribo diferentes do continente e inspirados em textos, músicas ou mitos pré-colombianas.
Ele inclui um zine com artigos,textos indígenas originais e história de cada tribo em que a música é baseada...
as músicas se encaixam com algo como um Crust obscuro e não muito rápido. Falando também das pilhagens sofridas.
Foi feito em CD, K7 e LP 7.
É um álbum de unidade e colaboração entre um monte de gente e distros.
...o punk (ou pelo menos a minha pessoa) não defende nenhuma uniformidade, costume ou culto a arquétipos e estereótipos... ... mas muitos "abdicam" do
radicalismo acreditando serem tão "criativxs" e de "essência pessoal"
criticando, alguns ofendidxs e preconceituosxs, com pretensas e
descaracterizadas"resistências" ou "posturas" de "não" rotulação ou "não" definição de "grupo" e estética pessoal, com síndromes(?)
de inferioridade/superioridade a cultura descarada PUNK, para terem
alguma aceitação e se aventurarem nos ditos "meios sociais" ou que isso
não impeça suas façanhas amorosas... ..tratam o PUNK como uma
fantasia (e muitos panques tbm o fazem) e não um comportamento amargo e
diverso de caracteres distintos e pessoais, feita sua cara pelas
próprias pessoas PUNX...
...o ato, então, de
irresponsabilidade para com o civilizado habito de vestir-se e agir, não
o é uma forma voluntaria, autônoma e prazerosa???
...reduzir pessoas ao seu visual é
tipico de pessoas inferiores/superiores, que se vangloriam de suas
vantagens intelectuais/sociais... pois que fiquem com elas....que fiquem com suas eternas
desculpas mediócres e relações mediócres, deixe a descaracterização
social e degeneração marginal para o PUNK...
...façamos nossos zines...façamos nossas musicas......façamos nossa estética, não só um visual, mas uma forma de resistência, ruptura e contraponto...uma postura/identidade que vai
além de vestimentas e falacias, que negue o pré estabelecido, a não ser
por nossas próprias carcaças, afinidades e vontades.....vivamos nossas atividades culturais e politicas...
...esse papo de skinhead anti-fa é tudo papo-furado, na pratica são tudo farinha do mesmo saco... Argumento de ser politico ou não é sem fundamento, estuprador num é politico, e??Existem videos na net mostrando a verdadeira face desses vermes, manifestação skin com "vários tipos" de skin, inclusive nazi, e eles argumentando que é em prol da cultura skin... Nazi e anti-fa juntos em prol de merdaskin, tem algo de podre no ar...
e esse papo de tal banda é foda, ja fez pela cena... o que conta é o agora, punk se faz e se vive hoje, o passado só serve de influencia (e as vezes nem isso)... banda/musica é só uma das formas de expressão do punk, nunca o foco... se compactuar com nossos inimigos vai ser cobrado na devida forma... Skinhead fascista assumidos ou não são nossos inimigos e quem fecha com eles tbm... a pratica da cultura deles em si, é averso ao PUNK... Todo argumento pode ser questionado, mas a realidade...
...as próprias pessoas que falam "contra" a "violência" no meio punk são sempre as mesmas que falam em porrada quando questionados de uma forma mais dura, quando são cobrados de uma forma mais radical, quando suas incoerências (e de seus amiguinhos intocáveis) são expostas como uma ferida aberta... Esses mesmos, por incapacidade de argumentação e ação, limitam o punk a porrada... Sem puritanismo ou moralismo, se tiver de ser cobrado na porrada vai o ser... O punk não limita o individuo, ele expande e questiona... O punk não é um ser e nem entidade... é o próprio individuo que se propõe a vive-lo, que o faz... Então existem muitas formas de fazer o punk valer... Deixar passar batido compactuações, deturpações, incoerências com o que o punk e o que, o individuo como punk se propõe, é cuspir na sua própria essência... ainda mais em defesa de pessoas que cospem e denigrem o que acreditamos e dedicamos nossas vidas, que é o punk, compactuando com seres e culturas boçais... Violência se necessário sera usada, mas como forma de auto-defesa e auto-preservação, não gratuita como é parte dessa cultura skinhead que só existe e se impõe pela força bruta e violência gratuita... Punk anti-shitheads e seus paga-pau/covardes/omissos, até o tutano...
Recente e representativo fato histórico ocorrido em Bougainville, ilha existente no continente da Oceania.
Reconhecido de diferentes maneiras, a Revolução de Bougainville ou Guerra Civil de Bougainville, ou até mesmo a Revolução dos Cocos, Ocorreu durante os anos de 1988 à 1997 e foi um conflito armado entre o governo da Papua Nova Guiné e o movimento pela independência da ilha (a maior das Ilhas Salomão). O movimento, então composto por um grupo de mineiros, cria o Exército Revolucionário de Boungainville (Bougainville Revolutionary Army ou BRA, como ficou conhecido) e inicia uma rebelião separatista.
Durante a década de 60, havia chegado à ilha uma grande empresa mineradora, a multinacional Copper Limited (subsidiária Australiana do gigante conglomerado empresarial inglês "Rio Tinto Group"). Esta multinacional explorou insustentavelmente em Bougainville, bilhões de toneladas de cobre e despejou no Rio Jaba, mercúrio, chumbo, arsênico, além do próprio cobre (como resíduos químicos da mineiração), tornando-o totalmente envenenado e estéril.
No final da década de 80, Francis Ona, funcionário da mineradora e antigo morador da ilha, solicita à empresa a paralização imediata da mineração e a indenização da população em 10 bilhões de dólares. Obtém como resposta a negação ao pedido, além de uma cínica risada por parte da direção da multinacional.
Organizado, inteligente e com exemplar senso de liderança, Francis Ona criao Movimento Revolucionário e inicia um processo de organização comunitária. Este movimento consegue instaurar uma verdadeira revolução social e ecológica, permitindo a superação de um aniquilador bloqueio econômico existente no período em questão. A
ilha sofreu um embargo marítimo que durou 7 anos.
Em meio aos graves e constantes conflitos, o grupo consegue se auto-organizar ao nível de promover a recuperação e o reaproveitamento de diversos materiais disponíveis na ilha (materiais locais), além da implementação de práticas alternativas e sustentáveis na agricultura. A criação de armas próprias, a conversão de motores e máquinas para funcionar com óleo vegetal extraído do coco, além da diversificação produtiva na agricultura, são alguns exemplos das transformações alcançadas pelo povo de Bougainville. Estes acontecimentos permitiram o desenvolvimento de múltiplas práticas autônomas nos campos da medicina tradicional, engenharia eletrica, agroeocologia, organização social, etc.
As características socio-culturais tradicionais deste povo, somadas aos fatos que ocorreram na ilha durante o período de conflitos, foram determinantes em todas as etapas até momento da conquista do processo de independência.
Liderados por ishmael Teruama ("Ninja de Bougainville") os guerrilheiros e moradores da ilha foram capazes de desarticular e expulsar a mineradora por meio de inúmeras sabotagens direcionadas; sucessivamente à estes fatos ocorreu a expulsão do exército de Papua Nova Guiné.
Posteriormente, foi revelado que o governo de "PNG" recebeu ajuda da Austrália na luta contra os separatistas, por meio da contratação de mercenários e fornecimento de armamentos.
O mais duradouro e sangrento conflito desde a 2ª guerra mundial, teve seu fim em 1997 através do acordo de paz mediado pela Nova Zelândia e com o reconhecimento da província autônoma pelo governo central de PNG. Um acordo de paz concluído em 2000, previa o estabelecimento de um Governo Autónomo em Bougainville, e por um referendo, no futuro, que definiria se a ilha deveria tornar-se politicamente independente.
Francis Ona morre de malária em 2005, em sua humilde moradia. Ele acumulou as funções de líder político, autoridade religiosa e curandeiro ao lomgo de sua vida na ilha.
O conflito é muitas vezes considerado como "a guerra esquecida", pois apesar do alto número de baixas durante os anos de sua ocorrência (cerca de 20.000 pessoas 10% da população local antes do conflito), ela ainda é bastante pouco conhecida.
Esta incrível história demonstra o verdadeiro poder que possuimos de nos unirmos e lutarmos pelos nossos ideais. Demonstra ainda, que realmente é possível um novo mundo onde haja convivência harmoniosa entre o homem e a natureza (que na verdade são uma coisa só!). Transformação da qual nosso planeta vivo tanto necessita.
Entre 2002 e 2003, fruto da idealização, pesquisa e trabalho de Mabel Dias, companheira anarcopunk de João Pessoa (Paraíba), que, entre outras atividades, atua no Coletivo Insubmiss@s, e com contribuição e apoio de outr@s companheir@s de várias partes, foram editadas seis cartilhas. Com o título,“Mulheres Anarquistas: O Resgate de uma História Pouco Contada” estas publicações surgem da necessidadede trazer à tona uma história que, desde sempre, foi deixada de lado, quando não esquecida. Os quatro primeiros números, que nos trazem a história de vida de mulheres de várias partes do mundo, que de diversas formas lutaram por uma sociedade livre e igualitária, serão aqui reeditadas, com algumas novas informações. Os últimos dois números, onde é feito um levantamento atual da atuação das mulheres no meio anarcopunk, anarquista e libertário, com relatos de diversas mulheres que ainda hoje se encontram entre nós, além do histórico de grupos anarcofeministas que surgiram a partir da década de 90...