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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Entrevista com Crude SS. Ebbe Westlin.

Entrevista com Crude SS.

 As primeiras bandas, da suécia de d.i.y/punk, que eu ouvi foram Anti-Cimex, No Security e nossa banda Crude SS. Eu recomendo que você tente arranjar uma cópia. Esta foi uma peça que eu escrevi (Ebbe da banda) e foi feito em 1986, pro zine "Sweaty Bums & Sticky & Y-Frentes".

Sven vocals, Ebbe guitar, Hocke drums, Dick bass.



Esta tem sido a formação até julho, desde 1984, mas antes que nós tínhamos um monte de problemas com as formações anteriores, Eu (Ebbe) sou o único membro desde o início, em 1980, esperávamos que todos nós quatro fossemos continuar juntos por um longo tempo. Existem bandas que todos nós somos influenciados, essas bandas são: Crass, Void, Subhumans, Discharge, Crucifix, Chaos UK, Black Flag, Flux, Minor Threat, Poison Idea, Conflict, Amebix, Bad Brains, DRI, Anti System, Motorhead, Septic Death etc.
Essas bandas são necessariamente a nossa influência na música, de uma maneira muito clara, alguns deles têm grandes e fortes opiniões e atitudes, bem como música e dam-nos a sua mensagem, mas nós somos nós mesmos, embora influenciados por eles e sua forma de pensar, nós não idolatramos eles, nós vemos eles como pessoas que podemos trabalhar em conjunto, bandas que possamos colaborar direta ou indiretamente, espalhamos o mesmo tipo de idéias e, por isso, podemos trabalhar juntos, mas quando fazemos uma canção, não dizemos, fazemos um som Discharge.

Nós somos influenciados pelo poder da música não por bandas reais, pessoas que vão ouvir-nos e descobrir que temos o nosso próprio estilo, todas as bandas têm algo próprio. Em uma maneira nós somos influenciados por tudo o que ouvimos muito, mas não me parece que nossa música soa como Hanoi Rocks, Lords of The New Church, Cure, Play Dead, etc. Ainda que alguns de nós ouvirmos estas bandas tanto, mas  a banda e as letras são reflexos das nossas almas. Nossa música mostra que não estamos satisfeitos, que estamos indo para algo mais agressivo, a música mostra o nosso medo e nos ajuda a livrar-se dele por um tempo, o mesmo acontece com as nossas letras, elas também mostram que não estamos satisfeitos com o mundo em que vivemos hoje. As coisas que espalhamos com a nossa realidade nas letras é outra forma. Principalmente, é Sven quem faz as letras, mas o resto de nós vem com frases pensamentos, etc, palavras que são incluídas, a música é  feita como de hábito por mim (Ebbe) e, em seguida, temos algumas canções antigas que Pelle o antigo baixista / Vocalista. Cantamos sobre coisas como as “experiências com animais” e “este sistema em que vivemos”, “metralhadoras e exercitos”, o “capitalismo”, Educação, a terra em que vivemos e as coisas nas nossas vidas e muito mais (anti-Igreja), (combate à violência), (anarquia). 


Com amor de Crude, Society, System.
Um grande agradecimento á Crude S.S

Crie a sua vida. Ebbe Westlin.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

La PUTANA - zine aperiodico - edição com poemas feministas


não me entenda
não me agrade
não me admire
basta que me respeite
(ou que enfie seus pré-conceitos no cú)


Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!

Faça tu mesmx ou morra!!!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Obedecer é morrer!!!!!

Obedecer é morrer. Cada instante em que o homem se submete a uma vontade estranha é um instante que na sua própria vida ele elimina.

Quando um indivíduo se vê constrangido a efetuar um ato contrário ao seu desejo ou impedido de agir de acordo com a sua necessidade, deixa assim de viver a sua vida pessoal; ao mesmo tempo que o homem que dá ordens aumenta a sua dominação da vida, sugada à energia dos que se lhe submetem, aquele que obedece aniquila-se, vê-se absorvido por uma personalidade que lhe é estranha, passando a ser apenas força mecânica, ferramenta ao serviço de um dono.

Quando se trata da autoridade exercida por um homem sobre outros homens, por um soberano despótico sobre os súditos, por um patrão sobre os empregados, por um senhor sobre os criados, imediatamente se percebe que esta personalidade emprega a vida dos que lhe estão submetidos para dar satisfação aos seus prazeres, às suas necessidades ou aos seus interesses; ou seja, para melhorar e ampliar a sua vida pessoal em prejuízo da deles.

Aquilo que em geral não se percebe tão facilmente é a nefasta influência, em tudo isto, das autoridades de ordem abstrata: as idéias, os mitos religiosos ou de outro género, os costumes, etc. E no entanto todas as manifestações exteriores de autoridade têm origem numa autoridade mental. Nenhuma autoridade material, seja ela a das leis ou a dos indivíduos, contém atualmente força e razão em
si. Nenhuma se exerce realmente por si mesma, todas se baseiam em idéias.



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ateu Graças A Deus



O acaso é o grande senhor de todas as coisas. A necessidade só vem depois. Não tem a mesma pureza.
Se entre meus filmes tenho uma ternura particular por Le Fantôme de la Liberté, é talvez porque ele
aborda esse tema inabordável.

O roteiro ideal, com o qual sonhei muitas vezes, procederia de um ponto de partida anódino, banal.
Por exemplo: um mendigo atravessa uma rua. Vê uma mão que se estende pela janela aberta de um carro
de luxo e joga no chão a metade de um charuto. O mendigo para bruscamente para pegar o charuto.
Outro carro o atropela e mata.

A partir desse acidente pode ser feita uma série infinita de perguntas. Por que o mendigo e o
charuto se encontraram? Que fazia o mendigo àquela hora na rua? Por que o homem que fumava o
charuto o jogou fora naquele momento? Cada resposta dada a essas perguntas gerará outras perguntas,
cada vez mais numerosas. Nós nos encontraremos diante de encruzilhadas cada vez mais complexas,
levando a outras encruzilhadas, a labirintos fantásticos, onde teremos que escolher nosso caminho.
Assim, seguindo causas aparentes que na realidade são apenas uma série, uma profusão ilimitada de
acasos, poderíamos remontar cada vez mais longe no tempo, vertiginosamente, sem uma interrupção,
através da história, através de todas as civilizações, até os protozoários originais.

Claro está que é possível tomar o roteiro pelo outro sentido e ver que o fato de jogar um charuto
pela janela de um carro, provocando a morte de um mendigo, pode mudar totalmente o curso da história
e conduzir ao fim do mundo.

Encontro um magnífico exemplo desse acaso histórico num livro claro e denso que representa para
mim a quintessência de uma determinada cultura francesa, Ponce Pilate de Roger Caillois.
Pôncio Pilatos, conta-nos Caillois, tem todas as razões para lavar suas mãos e deixar que
Cristo seja condenado. É essa a opinião de seu conselheiro político, que teme perturbações na Judéia.
É esse também o pedido de Judas, para que se realizem os desígnios de Deus. É essa até a opinião
de Marduk, o profeta da Caldéia, que imagina a longa sequência de acontecimentos que ocorrerão
depois da morte do Messias, acontecimentos que já existem, uma vez que ele os vê e é profeta.

A todos os argumentos Pilatos só pode opor sua honestidade, seu desejo de justiça. Após uma noite
de insônia, toma sua decisão e liberta Cristo. Este é recebido com alegria por seus discípulos.
Continua sua vida, seu ensinamento e morre bastante idoso, considerado um homem muito santo.
A seu túmulo, durante um ou dois séculos, acorrerão peregrinos. Depois será esquecido.

E a história do mundo, naturalmente, será inteiramente diferente.

Esse livro me fez meditar durante muito tempo. Sei bem tudo o que podem dizer-me sobre o
determinismo histórico ou sobre a vontade todo-poderosa de Deus, que levaram Pilatos a lavar
suas mãos. Recusando a pia e a água, ele mudaria toda a sequência dos tempos.

Quis o acaso que lavasse as mãos. Não vejo, como Caillois, nenhuma necessidade nesse gesto.

Claro está, se nosso nascimento é totalmente fortuito, devido ao encontro acidental de um óvulo
com um espermatozoide (por que exatamente este entre milhões?), o papel do acaso desaparece quando
se constroem as sociedades humanas, quando o feto e depois a criança se acham submetidos a essas
leis. E assim ocorre com todas as espécies. As leis, os costumes, as condições históricas e sociais
de uma determinada evolução, de um determinado progresso, tudo o que pretende contribuir para o
estabelecimento, o avanço, a estabilidade de uma civilização à qual pertencemos pela boa ou má
sorte de nosso nascimento, tudo isso surge como uma luta quotidiana e tenaz contra o acaso.
Nunca totalmente aniquilado, vigoroso e surpreendente, ele tenta conformar-se à necessidade social.

Mas creio que é preciso evitar ver, nessas leis necessárias que nos permitem viver juntos,
uma necessidade fundamental, primordial. Parece-me, na realidade, que não é necessário que este
mundo exista, que não é necessário que estejamos aqui vivendo e morrendo. Já que somos apenas os
filhos do acaso, a terra e o universo poderiam ter continuado sem nós, até à consumação dos séculos.
 Imagem inimaginável, a de um universo vazio e infinito, teoricamente inútil, que nenhuma
inteligência poderia contemplar, que existiria sozinho, caos duradouro, abismo inexplicavelmente
privado de vida. Talvez outros mundos, que não conhecemos, sigam assim seu curso inconcebível.
Atração pelo caos que às vezes sentimos profundamente em nós mesmos.

Alguns sonham com um universo infinito, outros o apresentam a nós como finito no espaço e no tempo.
Eis-me entre dois mistérios, um e outro igualmente impenetráveis. De um lado a imagem de um universo
infinito é inconcebível. Do outro, a idéia de um universo finito, que um dia já não existirá,
torna a mergulhar-me num Nada impensável, que me fascina e me horroriza. Perambulo de um a outro.
Nada sei.

Imaginemos que o acaso não existe e que toda a história do mundo, bruscamente tornada lógica e
previsível, possa resumir-se em algumas fórmulas matemáticas. Nesse caso, seria necessário acreditar
em Deus, supor, como inevitável, a existência ativa de um grande relojoeiro, de um ser supremo
organizador.

Mas Deus, que tudo pode, não teria podido criar, por capricho, um mundo entregue ao acaso?
Não, respondem-nos os filósofos. O acaso não pode ser uma criação de Deus, já que ele é a negação
de Deus. Esses dois termos são antinômicos. Excluem-se mutuamente.

Não tendo fé (e persuadido de que a fé, como todas as coisas, nasce frequentemente do acaso),
não vejo como sair desse círculo. É por isso que não penetro nele.

A consequência que disso extraio, para uso próprio, é muito simples: crer e não crer dá no mesmo.
Se me provassem, neste instante, a luminosa existência de Deus, isso não modificaria rigorosamente
em nada meu comportamento. Não posso crer que Deus me vigie permanentemente, que se ocupe de minha
saúde, de meus desejos, de meus erros. Não posso crer, e de toda maneira não aceito isso, que ele
pudesse punir-me por toda a eternidade.

Que sou eu para ele? Nada, um vestígio de lama. Minha passagem é tão rápida que não deixa marca
alguma. Sou um pobre mortal, não conto nem no espaço nem no tempo. Deus não se ocupa de nós.
Se existe, é como se não existisse.

Raciocínio que resumi no passado nesta fórmula: “Sou ateu, graças a Deus.” Uma fórmula que só
aparentemente é contraditória.

Luis Buñuel, retirado de seu livro “Mon Dernier Soupir”.

domingo, 1 de setembro de 2013

O prazer armado



a vida é tão aborrecida que não há nada pra fazer, a não ser gastar o nosso
salário na ultima saia ou camisa. Irmãos e irmãs, quais são os vossos verdadeiros
desejos? Sentarem-se no bar, com olhar distante, vazios, aborrecidos, beber um café sem sabor?
Ou talvez EXPLODIR OU ATEAR FOGO EM TUDO?
The Angry Brigade

Humanos, se eles não conseguem alcançar o que é necessário, cansam-se com o que é inútil.
Goethe

...Quem escapa do código das mercadorias não se torna objetividade e cai "fora"
da área do espetáculo. Eles são apontados. Eles são rodeados por arame farpado. Se recusam
a ser englobados ou uma forma alternativa de codificação, são criminalizados.Eles estão claramente
loucos! É proibido recusar o ilusório num mundo que baseou a realidade na ilusão, o concreto
no irreal. O capital administra o espetáculo de acordo com as leis da acumulação. Mas nada pode ser
acumulado até o infinito. Nem mesmo o capital. Um processo quantitativo em absoluto é uma ilusão,
uma ilusão quantitativa, para ser preciso. Os patrões percebem isto perfeitamente. A exploração
adota diferentes formas e modelos ideológicos exatamente para assegurar esta acumulação em modos
qualitativos, visto que não pode continuar no campo quantitativo indefinidamente. O fato de que
todo o processo se torna paradoxal e ilusório não interessa muito ao capital, porque é isso
que precisamente segura as rédeas e faz as regras. Se precisar vender ilusão por realidade
e isso gera dinheiro, então vamos prosseguir sem fazer demasiadas perguntas. São explorados
que pagam a fatura. Por isso cabe a eles ver o engano e preocuparem-se acerca de reconhecer a
realidade . Para o capital as coisas estão bem como estão, mesmo estando elas construídas sobre o
maior espetáculo de magia do mundo.

*... livreto xerocado de 28 paginas meio-oficio, sobre destruição e boicote ao capital na vivência/dia... um texto no final contando a historia do autor e outro sobre destruição da civilização... excelente!!!

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http://www.4shared.com/rar/K3CdZLKrba/o_prazer_armado.html?

sábado, 31 de agosto de 2013

O idiotismo como ato de heroismo

ANTI-FASCISTA

Na jamaica até o fim dos anos 50, quase toda musica popular era uma cópia do som norte americano. Nessa época o ska apareceu e foi uma revolução musical para o país.
o estilo agitado e o fato de ser novidade fez o ska garantia de publico. 
as festas da periferia de lá eram na maioria das vezes, do tipo sound system,
um esquema onde o aparelho de som comum era ligado a potentes caixas de som (por causa dos altos custos de aparelhos especificos e porque permitia que elas não dependessem de clubes especificos ou lugares fixos) a jamaica, assim como em varios lugares do mundo, também teve seus machões desordeiros, que frequentavam as tais festas suburbanas de kingston. O reconhecimento desses badboys só serviu para eles se tornarem obsessivos em sustentar uma imagem de elite-da-periferia malvada, afinal a maioria era até pouco tempo atras desempregado, pobre e frustrado.
entrar com a gangue nas festas para causar confusão, se envolver com o trafico de drogas para ganhar respeito, agredir pessoas nas ruas e outros foram se tronando os principais passatempos dessa gente. A fama de arrumarem confusão nas festas aumenta quando muitos organizadores contratam as gangues param arrumarem tumultos nas festas concorrentes.
e logo não só os organizadores de festa com "espirito de porco", as os politicos tambem.
havia muita agitação politica na jamaica nessa epoca, ela se tornou independente da inglaterra bem nesse momento, em 1962. Geralmente pagos com armas muitos desses garotos se tornavam gangsters no sentido literal, ameaçavam rivais, em geral politicos, dos seus contratantes. Mas como sempre, muitas pessoas se encantam com essa "marginalidade" e criam a imagem de cowboy, os herois fora da lei, porque ess geração de badboys tinha um jeito disntinto de se vestir, de dançar e era temida por todos.
muita gente começou a imita-los,e o que era antes chamado de roughneck, gare trasher, rude boy como sinônimo de baderneiro, se tornou em pouco tempo o movimento rude boy com seu proprio jeito de dançar ska (imitando os "malandros" norte americanos da decada de 40 e 50), o proprio jeito de vestir calças curtas com a meia a vista e camiseta polo, numa "elegancia marginal", no meio dos anos 60 a maioria das músicas skaa eram cheias de referencias aos rudies. quando realmente se tornou um fenomeno "subcultural" alguns artistas jamaicanos viajaram para a inglaterra e por lá difundiram o ska. As letras sobre o heroismo dos rudies, fez com que alguns ingleses negros da classe baixa se encantassem e criassem sua "própria versão", influenciando e sendo influenciado pelo estilo de seu "irmão branco", que também adorava ska e soul, o mod. E é no meio dessses dois grupos que surgem os primeiros skinheads, brancos e negros.
os herois rudies e os skinheads espancavam hippies nos ans 60, enquanto eles fodiam com toda a pespectiva do povo jamaicano se livrar da exploração branca colonialista, aumentando o mercado de armas, espancando imigrantes, causando insegurança na população e trabalhando para politicos canalhas, os primeiros hippies enfrentavam coqueteis molotov da Ku Klux Klan ao lado de afro-americanos para que ambos tivessem ao menos o direito de usar mesmos bebedouros, banheiros, escolas e assentos de onibus. "Hoje" os skinheads querem se transformar em martires e principais lutadores pela igualdade racial. No minimo patetico.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EM COMA - ESTADO MORBIDO DE SONOLÊNCIA EM QUE SE PERDE AS ATIVIDADES CEREBRAIS


ANTIARTE               NEGACION

Ao Mesmo tempo Tudo Que se passa não influencia sOmente na Sua mente e que graNde e monstruoso Senão o próprio sangue que jorra do próximo estrangulaMento social que nascera NeM mesMo agora ou antes? e Por traz das cortinas, nAs diferenciadas formas e Caprichos Moral burgUesa Buscando Suprir suas nEceSSidades de sentido... o boçal habitaS de Higiene, A podridão de dizê-la que ramifica Da sociedade com todos os seus jogos imUndos, regadOs ah HiPoCrisia E depois ContinuA.??? nãO qUerO ver o resto, prefiro comê-lo E saciar DO resíduo Que mata ao respirarpEnSaR OU EXISTIR e Te gerAr duvidAs fodA-se EMORRA

POR DENTRO OXIGENIO, BATIMENTOS CARDIACOS

ou alguma outra inútil senÇaçãO poDre ou podres Para DestRuiR SoMENTE UM A UM CEGUEIRA InStantâNEA
FRIO
violência
as relações se vão como o trago do cigarro
sentir a morte por dentro...
NADA...
Congelando
FOME
Critico

“...a idéia do nada não é apropriada para a humanidade laboriosa: os atarefados não tem tempo nem vontade de sacudir sua poeira; resignam-se as durezas ou as estupedezes da sorte; esperam. A esperança é uma virtude de escravos...”
(E.M. Cieran)

*... zine de carácter squatter punk negacionista, feito por um punk de piracicaba/SP em um squatt (dandara) na mesma cidade no ano de 2001 ou 2002, se não me falha a memoria... 10 paginas tamanho meio-oficio, com textos sobre squatters, punk, maconha, animal liberation, apologia da destruiçaõ, poesias de negação, angustia, desgraça, revolta squatter, insubimissão, terrorismo a burguesia, ódio e marginalidade... letras de bandas traduzidas... PuNk DaDA puro...

Disponível para trocas, de quem faz pra quem faz!!

Faça tu mesmx ou morra!!!

domingo, 11 de agosto de 2013

DYNAMITONS - RAVACHOL & EMILE HENRY

RAVACHOL

  Por que me fiz anarquista?
Porque vi de perto o frio, a fome e a fadiga de companheiros reduzidos a objetos e
obrigados a mendigar trabalho com a cara umedecida pelas lagrimas, enquanto um
patrão os rechaçava murmurando em voz baixa: "Não tenho meu dinheiro pra saciar a fome".
Foi um tremor em minha alma, compreendi a necessidade de solidariedade e me tornei anarquista.
  Se eu faço uso da palavra não é para desculpar-me dos feitos dos quais me acusam,
porque só a sociedade, que por sua descabelada organização acende continuamente a
luta entre uns e outros, é a responsável: O que se vê hoje em toda
classe de pessoas, senão que desejam, não digo a morte, porque esta palavra faz dano ao ouvido,
porém sim a desgraça de seus semelhantes quando está desgraça pode reporta-lhes alguma
vantagem? Não faz votos o industrial para que um competidor seu se arruíne? Que querem
todos os comerciantes em geral senão serem os únicos a negociarem o seu ramo de comercio?
E um operário que se encontra sem trabalho que faz senão desejar que por qualquer motivo
demitam aquele que ocupa o posto que deseja?
Pois bem, em uma sociedade em que se dão semelhantes feitos, em nada deve surpreender-se
de atos como esse que me recriminam, consequência lógica da luta pela existência latente
entre todos os homens, constrangidos para poder viver e empregar quantos meios tenham
a seu alcance quando se encontra diminuído pela miséria, quando a fome persegue e o frio
gela. Não pode deixar, como eu não deixei, de utilizar quantos meios se tenha para conservar
a vida, ainda que com o risco de fazer algumas vitimas.
Se inquieta o patrão que demite seus operários porque estes vão a morrer de fome?
Se acordam aqueles que gozam de supérfluo daqueles a quem falta o necessário?
Certo é que alguns socorrem os necessitados, porém são impotentes e pouquíssimos os que o fazem
para remediar a todos que gemem oprimidos pela miséria e morrem aniquilados por toda a classe
de privações....

*...16 paginas meio-oficio...

download:
http://www.4shared.com/rar/WpRw7pIZba/dynamitons.html?


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

abolição do trabalho - bob black

A degradação que sofrem a maioria dos trabalhadores em seus empregos
são de tamanhas indignidades variadas, que podem ser denominadas como "disciplina".
A disciplina consiste na totalidade de controles totalitários no local de trabalho
- vigilância, trabalho repetitivo, ritmos de trabalhos determinados, cotas de produção,
bater o ponto ao entrar e sair - etc. A disciplina é o que a fabrica, o escritório e o
armazém tem em comum com a prisão, a escola e o hospital mental.
É algo historicamente original e horrível. Está mais além das capacidades de ditadores do
passado tão demoníacos como NERO, Gengis Kan e Ivan o Terrível. Apesar de todas as suas
más intenções, simplesmente não tinham a maquinaria para controlar os seus súditos tão a
fundo como o fazem os modernos déspotas. A disciplina é o modo moderno de controle,
é uma intrusão que deve ser questionada na primeira oportunidade...


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... 12 paginas meio-oficio... 

O mundo está morrendo! Esta é a poesia da nossa tristeza!

O mundo está morrendo! Esta é a poesia da nossa tristeza! Não temos inibições! O lamentoso sentimentalismo dos humanistas não é pra nós. Queremos, ao invés, criar a triunfante irmandade intelectual dos povos, forjada com a lógica irônica das contradições, do ódio e do amor.

Defenderemos com os dentes a nossa união livre da África aos dois pólos, contra toda amizade sentimental. Tudo nos pertence! Além de nós nada existe senão a morte! Alçando a bandeira negra da rebelião, chamamos juntos todos os homens que não estão desumanizados e imbecilizados pelo hálito maléfico da civilização! Todos à rua! Avante!

...extraído do manifesto anarco-futurista...